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The World of Steve McCurry: como se fotografa a vida?

Será possível viajar através da fotografia?

Não tenho dúvidas que sim e, por isso, os trabalhos de Steve McCurry sempre me fascinaram. Se o retrato de Sharbat Gula, a rapariga afegã de olhos verdes que foi capa da National Geographic em 1984, foi o início desse deslumbre, hoje é apenas uma das fotografias icónicas de McCurry.

Impactante, é verdade, mas uma de entre tantas que nos deixam sem fôlego. Não apenas pela sua beleza estética, mas pela profundidade do pormenor. Pela intimidade que nos permite com aquelas pessoas, ali, a olhar para nós, uma e outra vez, com rostos e olhares de uma dureza poética. Pelo silêncio barulhento daqueles lugares – da Índia ao Afeganistão, passando pelo sudoeste asiático, África, América do norte e do sul – que nos contam a história do mundo. O caos, o terror, o desastre, mas também a beleza e uma humanidade comum. Não há exotismo nas suas fotografias, há vidas vividas e vivenciadas, há histórias que o mundo precisa de saber.

A exposição “The World of Steve McCurry”, na Alfândega do Porto até ao final do ano, tem tudo isto… um adentramento na (sua) vida, que começa em 1979/89, no Afeganistão, onde faz a sua primeira reportagem e onde a visita começa. Daqui, entramos num labirinto de imagens e cor, sem sequência cronológica ou ordem estabelecida. És tu que traças o percurso e que escolhes as imagens onde queres permanecer mais tempo, como se fosses o próprio McCurry a “calcorrear as ruas e a confiar no que o olho capta”. Algumas fotos são narradas pelos próprio autor, que as descreve, fala das sensações que teve e do contexto da sua produção. De repente, a foto ganha vida e começa a falar contigo. Incrédulo/a encetas o diálogo. Umas vezes comoves-te, outras sorris,  mas nunca lhe ficas indiferente. “Uma boa fotografia é aquela que entra na memória, uma imagem que fica contigo”, diz Steve McCurry. E pela sua lente viajas pelo mundo, cru como ele só, mas cheio de esperança.

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março de 2018
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