Três em linha, que alinham a frente ribeirinha de Belém, Lisboa

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Parte do planisfério desenhado no chão, frente ao padrão dos Descobrimentos, que mostra as rotas dos navegadores portugueses durante os Descobrimentos.

A zona ocidental da frente ribeirinha de Lisboa, também conhecida como frente ribeirinha de Belém, é considerada uma jóia nacional pela sua riqueza patrimonial. Encontramos aqui os principais monumentos que nos contam a história do país. Beirando o rio Tejo, contemplando o mar e abraçando Lisboa, o Padrão dos Descobrimentos e a Torre de Belém não nos deixam esquecer o passado glorioso de Portugal. Por isso, para quem visita Lisboa esta é uma paragem obrigatória. Daquelas que não se visita apenas uma vez. Hoje, não apenas pelo peso da história, mas pela beleza de um espaço que ganhou vida, a partir dos anos 90 do século XX, com a requalificação urbanística que procurou e procura “devolver o rio à cidade”. Neste intento, estes monumentos de relevância histórica deixaram de acordar sozinhos pela manhã, e todos os dias precisaram de aprender novas línguas. Têm como vizinhos novos espaços verdes, onde as crianças correm e os turistas se passeiam, a pé, de bicicleta ou de segway. Renovados locais de diversão e lazer. Edifícios de arquitetura moderna que guardam relíquias do passado. Que bonita é esta frente ribeirinha apaixonada pelo rio e pela luz.

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O Padrão dos Descobrimentos é uma obra moderna com preciosos detalhes artísticos, erguido em 1940. Tem forma de uma caravela para evocar a expansão ultramarina portuguesa. Tem esculpidos alguns dos maiores navegadores e personalidades importantes da época, como Vasco da Gama, Pedro Álvares Cabral ou o poeta Luís de Camões.
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No topo do monumento, o Infante D. Henrique, o grande impulsionador das descobertas. Destemido, invoca essa vontade de explorar  e descobrir o “mundo novo”.
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Torre de Belém,  construída entre 1514-1519. Desde 1983, é Património Mundial pela UNESCO, e foi eleita como uma das Sete Maravilhas de Portugal, em 2007.

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O cupido fez das suas. Eram dois, agora são três. Três em linha e que alinham a frente ribeirinha de Belém. MAAT – Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia é o seu nome. Inaugurada recentemente (2016), esta obra de arquitetura, que alguns chamam de escultura, faz parte do roteiro cultural da cidade. A sintonia das suas linhas na paisagem ribeirinha faz música. A cerâmica branca das suas paredes, a imitar escamas, faz a luz refletir… ainda mais. Tudo parece ter sido pensado ao pormenor. Dizem que sim. Amanda Levete, a arquiteta, “olhou para o rio durante o desenho do museu” e inspirou-se na “luz, na incrível luz mediterrânica”. Soa perfeito. Uma espécie de Ma’at, deusa da justiça e da ordem na religião egípcia, que veio “reavivar e moldar a margem do Tejo e religá-la com a cidade”. Uma obra do seu tempo, leve, minimalista, sustentável, high-tech, que fala a linguagem da ‘pos-modernidade’, uma linguagem de futuro que um dia será passado, como o são a Torre de Belém e o Padrão dos Descobrimentos, que também já foram obras do seu tempo.

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MAAT – Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia. Com o MAAT, a Fundação EDP oferece um novo impulso cultural e paisagístico à cidade de Lisboa

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Imagem de capa: © https://www.maat.pt/pt

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