“All you need is a great friend and a full tank of gas”: road trips and best friends

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Uma fotografia nas memórias do facebook foi o suficiente. Em segundos voltei um ano atrás e relembrei umas férias fantásticas que tive com uma grande amiga. Uma road trip… sobre a qual escrevi na altura no meu blogue pessoal e que hoje partilho aqui com vocês.

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“Uns dias de férias e lá fomos nós. Preparamos as malas, atestamos o depósito e pusemo-nos à estrada. O espírito estava em alta. Só sabíamos o destino. O percurso até lá foi feito de vontades. Aprendi que uma road trip é uma das formas mais íntimas de experienciar uma viagem inesquecível e que a espontaneidade é o melhor dos seus predicados. É preciso alguma coragem, bastante entusiasmo e a companhia certa, pois vamos compartilhar com essa pessoa todos os momentos, a que acresce o facto de serem viagens em que a parvoíce pode atingir níveis preocupantes :-)! Por isso, tem de ser alguém com quem te dês muito bem e com quem te identifiques. Com quem gostes muito de falar, mas também de estar em silencio. E nestas coisas não há regras, há sintonias. Não há exigências, há partilhas. Não há horários, há compromissos

Uns dias de férias e lá fomos as duas.

Numa road trip a viagem é o epicentro onde tudo acontece. E a maxima deve ser “what happens in Vegas stays in Vegas”. Não há road trip sem playlist. Cantar (diria mais, murmurar!) e fazer coreografias faz parte do portfólio de coisas giras. Pode ser de MEDO, mas vale a diversão. Aqui entre nós, foi a música “Despacito” que ganhou na animação… basta perguntar aos carros que passaram por nós pelas estradas deste país.  À medida que as horas passam, começamos a falar com acentos variados, a imitar vozes e a irritarmo-nos mutuamente. Um misto de Friends com O Sexo e a Cidade. Vamos preparadas com lanches light… é a maça, a melancia cortadinha, os frutos secos, a água para hidratar, mas depois é na pizza que nos deleitamos, numa qualquer esplanada virada para o mar. Em cada paragem, um rol de selfies, qual casting de moda! É a iluminação, é a paisagem, é a pose, é o filtro xpto… todo uma arte que termina em 50 fotos apagadas e uma de jeito! Pelo caminho, exploramos lugares… e lá permanecemos o tempo que a nossa alma pede… ou que a vontade de ir, outra vez, à casa de banho exige 🙂 Esta cena de dizerem que a água emagrece, dá nisto! Apps, apps, apps para tudo… para ver o tempo, para ouvir e pesquisar música, para saber localizações e eventos, para… para… Bem, que nada nos falte!

O destino (quando há!) é também parte integrante da viagem. Nele há um mundo de possibilidades, basta a vontade (partilhada). E é assim que se passa horas à conversa com um casal francês que partilhou mesa connosco no Mercado da Ribeira ou que se dá um salto a Sesimbra só porque alguém teve vontade de comer ameijoas à bolhão pato. Ao não ter muitos planos, não há nada que os estrague… nem o mau tempo :-). Não fizemos tanta praia como queríamos, mas visitamos exposições e monumentos entre os pingos da chuva. Conversamos imenso nas esplanadas ribeirinhas a ver o por-do-sol, “patrocinadas por uma bebida qualquer”. Andamos pela baixa, sempre “em alta” com a animação de rua. Descobrimos novos lugares empurradas pelo vento. Saímos, gargalhamos, e divertimo-nos. Para isso não há App!!

Uns dias de férias que terminaram, e lá regressamos as duas… com mais uma mala cheia de aventuras, e muitos (outros) planos na manga”.

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