Cá dentro Centro Ecovias, trilhos e passadiços

A Ria de Aveiro é para ser “passeada”: o percurso de Salreu e o projeto Bioria

Cegonhas.

Não foi o que motivou a escolha do percurso, mas foi onde os nossos olhos se demoraram ao longo do passeio. Majestosas. Lá do alto, de “nariz empinado”, deixam-nos rendidos/as à sua beleza e elegância.

Rumamos a Estarreja, no Distrito de Aveiro, para fazer o Percurso de Salreu, um dos 8 percursos assinalados do Projeto Bioria, um projeto de requalificação de zonas ambientalmente degradadas, que “permitiu a criação de uma Rede de Percursos Pedestres e Cicláveis em contacto directo com a Natureza” (Consulte todos os Percursos aqui). O Percurso de Salreu é um trilho circular, de 8 quilómetros, que se inicia junto do Centro de Interpretação Ambiental (CIA).

Com um grau de dificuldade fácil, por não ter desníveis e ser percorrido em trilhos de terra batida, faz-se em cerca de duas horas. Para nós durou mais do dobro, tal foi o tempo que lhe dedicamos.
Tiramos fotografias.
Paramos inúmeras vezes para apreciar a paisagem que se embeleza pela presença do Rio Antuã e do Esteiro de Salreu (esteiros são canais de água ligados aos braços da Ria), pelos “campos de arroz, sapais, juncais e caniçais”, pela biodiversidade que vive em harmonia, pelas garças, que são uma graça, e pelas cegonhas, que são rainhas.

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Lemos as inúmeras placas (algumas bastante danificadas) que nos fornecem informações sobre os ecossistemas e as espécies que podemos observar durante o caminho, caminho este onde encontramos bancos de madeira, que oferecem descanso e momentos únicos de silêncio, onde só se escuta a natureza. Ouvem?

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Brincamos na casa colorida, que despertou a criança que (ainda) há em nós. E almoçamos num dos parques de merenda pensados e preparados para nos acolher. Já vos falamos da borboleta amarela que nos acompanha em todos os trilhos que fazemos?

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É linda, não é?

Quando passarem o ponto de observação de aves, devem virar à direita. Significa que o percurso está a chegar ao fim. Mas até lá ainda podem ser surpreendidos/as com o voo da cegonha… que começa lento e cresce… tanto quanto os nosso olhos que o acompanham. Já diz Mia Couto “O mundo não é o que existe, mas o que acontece.” E assim é o voo da cegonha, um acontecimento.

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O Percurso de Salreu é um trilho familiar… familiar por ser intimista, relacional e simples; familiar por ser inclusivo e poder ser percorrido por todos/as.

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Algumas dicas úteis

> Como chegar? Nós fomos de carro, em direção a Estarreja (Aveiro), freguesia de Salreu. Ao chegar lá é só seguir as placas que dizem BioRia. Mas é possível ir de comboio através da Linha Urbana Porto-Aveiro. Devem sair no apeadeiro de Salreu, que dista 700m do Centro de Interpretação Ambiental (CIA). Consulte os horários no site da CP e organize a sua viagem.

> Antes de iniciar o percurso passe pelo Centro de Interpretação Ambiental (CIA) e peça informações sobre os percursos disponíveis, mas atente aos horários do CIA: de abril a outubro estão abertos todos os dias, mas de novembro a março só abrem aos fins de semana e feriados. Se o Centro estiver fechado pode consultar e fazer o download dos trilhos no site. Se optar por fazer o Percurso de Salreu, há uma placa informativa localizada a poucos metros do Centro. Recomendamos a consulta, porque, apesar deste percurso ser bastante intuitivo, não há indicações de que se tem de virar à direita após o posto de observação de aves.

> Se não quiserem fazer o percurso a pé, podem alugar bicicletas no CIA, a preços bastante acessíveis (ver aqui). Mas, além das bicicletas, podem alugar outros equipamentos: binóculos, para rentabilizar melhor os pontos de observação de aves; caiaques para circular nos esteiros que ligam ao canal principal da Ria de Aveiro; guias áudio MP4 – trilingue (português, inglês e espanhol); e carro elétrico totalmente ecológico.

> Em dias de calor, vá bem protegido com chapéu, protetor solar e muita água. O trilho é aberto e não dispõe de muitos locais com sombras.

Fizemos este percurso vestindo a camisola, no sentido literal, de um projeto fantástico @tia_que_vive_na_selva, que queremos muito partilhar convosco. Um projeto cheio de energia, sorrisos abertos e causa solidária.

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Não se esqueça!
TRAGA TODO O LIXO QUE PRODUZIR E PRESERVE A NATUREZA.
Adote a pegada Ecológica.
Faça (a sua) parte!


simbolo-interface-de-calendario_318-58183 Visita realizada em março 2019
camera-photo_318-72639 Fotografia de Marcelo Andrade @iremviagem

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