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Casa do Azevim: um refúgio de natureza, um abraço-casa

CASA DO AZEVIM: Informações práticas

O QUE É | Alojamento local, de turismo rural.
ONDE FICA |  Bouça dos Homens, Gavieira, Arcos de Valdevez, Parque Nacional da Peneda-Gerês [coordenadas de GPS: 41º59’58.9′ N 8º15’17.6′ N]
O QUE INCLUI | Um quarto, sofá-cama, cozinha equipada, casa de banho com muda de toalhas, lareira e alpendre fechado com vista para a serra. No exterior, uma churrasqueira, uma mesa de refeições em pedra e uma rede.
O QUE NÃO INCLUI | Não inclui pequeno almoço e não admite animais de estimação.
E O PREÇO | Desde 65€/ noite, com reserva obrigatória de 2 noites.
É PRECISO LEVAR ALGUMA COISA? | Sim, para as refeições. Não há opções de supermercados ou mercearias nas redondezas. O mini-mercado mais perto fica em Lamas de Mouro, a 9 km.

CONTACTOS 
E-mail: casa.azevim@gmail.com
Telemóvel: +351 939 434 207 ou +351 936 095 525
Site: https://www.casadoazevim.com

“A minha casinha…”

Não, não é a dos Xutos e Pontapés, mas do Henrique e da Sofia que a reconstruíram, quase de raíz, e que a sentem como se fosse de família. Não há pedra ou peça de decoração que não tenha sido colocada por eles, em fins de semana de amena cavaqueira familiar. Diz-se que é nos detalhes que a alma se destapa.

Descobriram-na num daqueles acasos simpáticos da vida, enquanto faziam um dos muitos trilhos que saem ou passam por aquela localidade. Foi amor à primeira vista, disseram, e a possibilidade de realização de um sonho. Uma antiga casa destinada à habitação na época de caça que foi convertida numa casa feita de mimo(s). Está aberta desde agosto de 2019, mas o seu livro de “abraços” já está cheio de mensagens com emoção dentro: “vivemos momentos lindos e inesquecíveis”, “um paraíso entre montanhas (…) a vossa casinha feita com amor”, “Fomos felizes neste cantinho do céu”, “um belo lugar para terminar um ciclo e começar outro”. Lindo, não é?

A nossa experiência!

A Casa do Azevim situa-se na Branda da Bouça dos Homens, um pequeno lugarejo com uma paisagem imponente e deslumbrante, não estivesse ela no limite do Parque Nacional da Peneda Gerês. Demoramos cerca de 1h45 (83 km, via N101 e N202, a partir de Braga), mas muito mais demoraríamos se parássemos para admirar todas as paisagens feitas de montanhas sumptuosas (como a Serra da Peneda), vales bucólicos, cascatas e lagoas escondidas, pontes medievais ou aldeias perdidas no tempo. A verdade é que chegar à Casa do Azevim pode demorar um dia inteiro, de tão bonito que é o caminho.

Chegamos e gostamos.

A Casa do Azevim está escondida num cantinho da aldeia, mas com uma varanda privilegiada para uma paisagem verde que sorri para ti. Os únicos sons que ouves são o dos cursos de água fresca, das vacas que se passeiam pelos caminhos e pelos pastos, mostrando que o forasteiro és tu, e das eólicas que te sussurram que estás a 1070m de altitude. A aldeia conta apenas com dois habitantes residentes.

A casa, essa, mantém a traça típica de uma casa rústica, em pedra granítica, com um majestoso Azevim à entrada. É sempre Natal por aqui! Há duas características que lhe destacamos: a privacidade e a tranquilidade. Quem fica a dormir na Casa do Azevim não tem de se preocupar em dividi-la com ninguém. A casa é alugada em exclusivo a quem a reserva. E a palavra de ordem é descansar e imaginar que os ponteiros do relógio pararam. Onde há pouca rede no telemóvel, o código postal é silêncio.

Entramos e adoramos.

À entrada, um “Seja bem-vindo” mesmo ao lado de uma garrafa de Alvarinho. Soou a perfeito! _ Não apetece sair daqui, dissemos um ao outro. E não saímos. “Viramos para o outro lado” e abraçamos a letargia do descanso. Numa casa assim, não poderia ser de outra forma.

Há lareira, mantas quentinhas, almofadas sonhadoras, jogos de mesa feitos de gargalhadas e um alpendre virado para a natureza. A vida devia ter sempre um alpendre (e um copo de vinho), não é?  

Preparamos as nossas refeições e só não comemos lá fora porque os dias estiveram chuvosos. Mas ficamos a sonhar com o churrasco e o descanso na rede à sombra do azevim. O que sentimos é que não se tratou apenas de fazer uma escapadinha, foi um conjunto de sensações. A Casa do Azevim é um abraço-casa e “um abraço é o melhor lugar do mundo”. Lugares felizes fazem pessoas felizes.

Experiências obrigatórias “ao virar da esquina”

A Branda da Bouça dos Homens limita a fronteira entre os concelhos dos Arcos de Valdevez e Melgaço e, por isso, oferece um sem número de experiências imperdíveis.

  • Usufruir da paisagem fazendo um dos seis trilhos (ou todos) propostos pela @Casa do Azevim (ver aqui) e que saem da Bouça dos Homens. A casa dispõe de um guia para o/a acompanhar nos vários trilhos, com diferentes graus de dificuldades, que podem ser percorridos em modo caminhada ou em modo corrida/trail (com novidades para breve)
  • Como estamos a 1070 m de altitude, o céu está mais próximo. Por isso, se o tempo permitir, deite-se no chão a contemplar o céu estrelado. Na Bouça dos Homens, e ao contrário do que cantava Rui Veloso, há sempre “estrelas no céu a dourar o meu caminho”.
  • Visite o Santuário Nossa Senhora da Peneda (16 km) e perca-se na Eira dos majestosos Espigueiros do Soajo (22 km) [Veja aqui o nosso post]
  • Passeie por Melgaço, o concelho mais a norte de Portugal (26 km) [Veja aqui o nosso post]. E não se esqueça de fazer uma prova de Alvarinho [Veja aqui a nossa experiência]
  • Visite Castro Laboreiro e surpreenda-se com a cultura castreja (15,7 km) [Veja aqui o nosso post]
  • Passeie pelas Brandas e conheça a sua história e ancestralidade. Ali perto tem a Branda da Aveleira (4,5 km) e a Branda de Santo António de Vale de Poldros (5, 2 km). No fim, deguste a gastronomia local no Restaurante O Brandeiro ou no Restaurante Val Poldros, respetivamente.
  • Faça os Passadiços do Sistelo (34 km) e deslumbre-se com a paisagem. Nós fizemos a Etapa 2 e a Etapa 3 da Ecovia do Vez, que podem ler aqui como sugestão.
  • Visite a cidade dos Arcos de Valdevez (40 km).
  • Um pouco mais longe, já em terras de nuestros hermanos, dê um saltinho a Lobios, que nos oferece uma piscina de água quente termal, fumegante, a céu aberto, que recebe  generosamente quem por lá passa (40 km). Se for à noite é fantástico, afinal “ninguém nega um céu estrelado dentro de um bule de chá” [Veja aqui o nosso post]

Talvez duas noites não cheguem para tantas experiências (das) boas. Mas há uma que é imperdível e que deve ser vivenciada no seu expoente máximo… o contacto único com a natureza, com os animais e com o silêncio.


Detalhes
7 a 9 de fevereiro 2020
Marcelo Andrade @iremviagem
Agradecimentos

Casa do Azevim

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