África Mundo

São Tomé e Príncipe: um guia de viagem

São Tomé e Príncipe

“Somos Todos Primos. Este é o significado local das iniciais de São Tomé e Príncipe (STP). E é assim que nos sentimos quando chegamos à Ilha. Um encontro de família, com primos e tios que não conheces, mas que te recebem de sorriso autêntico e rasgado. Um país que acolhe corações cheios. Afinal, chegamos a África, e sentimos que o que não nos corre nas veias, entranha-se na alma. Era agosto. Voamos até à linha do Equador, aterramos na filha mais pequena de África (…). Estivemos 14 dias em São Tomé e Príncipe, percorremos as duas ilhas e vivemos de tudo um pouco (…). (Excerto da crónica “São Tomé e Príncipe: gente doce em mar salgado” que escrevemos no livro Viagens de uma vida)

Embarque connosco nesta viagem pela Ilha do “leve-leve”. Ligue o som, clique aqui, e leia este post ao som da música tradicional são‑tomense.

CONTEÚDOS

O QUE DEVEMOS SABER ANTES DE VIAJAR?
Uma introdução que recomendamos a leitura
1. Onde fica São Tomé e Príncipe (STP)?
2. Como chegar?
3. Vale a pena fazer seguro de viagem?
4. Fazer ou não a profilaxia da malária?
5. São Tomé e Príncipe é um destino seguro?
6. Euros ou Dobras? São Tomé e Príncipe é um destino barato?
7. Qual a melhor altura do ano para visitar São Tomé e Príncipe?
8. De quantos dias deve ser a estadia?
9. São Tomé, com ou sem Príncipe?
10. Qual a melhor forma de nos deslocarmos na ilha? Com ou sem guia?
11. Onde (gostamos de) ficar alojados?
12. O que comer?
13. O que levar na mochila?
14. “Doce-doce”: como posso ajudar?

– O TRÍPTICO DE SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE: AS CRIANÇAS, AS ROÇAS E A NATUREZA

LOCAIS DE VISITA OBRIGATÓRIA EM SÃO TOMÉ

– LOCAIS DE VISITA OBRIGATÓRIA NA ILHA DO PRÍNCIPE

O QUE DEVEMOS SABER ANTES DE VIAJAR

Uma introdução que recomendamos a leitura

Escrevemos este post com três grandes objetivos. O primeiro, claro, é a partilha do roteiro e das escolhas que fizemos na nossa viagem de 14 dias a São Tomé e Príncipe. Muitas foram as dúvidas, nem sempre as coisas correram bem e há outras que teríamos feito de forma diferente. O segundo objetivo é dar algumas dicas e ajudar na organização da vossa viagem a STP, principalmente se for a primeira vez e/ou quiserem viajar de forma autónoma. Muitas são as pessoas que nos têm contactado pedindo dicas e informações práticas. Por isso começarmos este post com “o que devemos saber antes de viajar”. O terceiro objetivo, na sequência dos dois anteriores, é alertar que, apesar de São Tomé e Príncipe ser um destino de sonho, ele não é para todos/as. Não leiam presunção nestas palavras, mas a partilha daquilo que foi a nossa experiência pessoal. Para se gostar de São Tomé e Príncipe, precisamos de aprender a amar as coisas simples, porque ela é caos e liberdade, abandono e construção, dureza e generosidade, e só depois vêm as praias idílicas.

Acabados de chegar de viagem, escrevemos o seguinte nas nossas redes sociais.

View this post on Instagram

Entre jantares e lanches com os/as amigos/as, todos perguntam: “Então, e São Tomé? Fantástico, hum!!” Nós olhamos um para o outro e respondemos: Desafiante. O desafio começa logo no voo da TAP que aplica “tarifas discount” às aeronaves que utiliza para as quase 8 horas de voo e que até nos faz ter saudades da “venda de raspadinhas” da Ryanair. Depois tens o desafio das estradas em más condições. O que nos valeu foi o nosso Jimny alugado todo-o-terreno que aprendeu manobras de equilibrismo. Aos buracos na estrada junta-se a ausência de indicações. Nunca a expressão “quem tem boca vai a Roma” fez tanto sentido. Optar por não ficar em hotel/resorts é outro desafio. Ou mudas o chip europeu ou vais querer antecipar a viagem de regresso, porque vais sentir o peso do “leve-leve”. Nem sempre vais ter água (quente) e energia elétrica. A pobreza vai-te impactar e o lixo vai-te incomodar. Os porcos são quase animais de estimação que vagueiam pelas ruas e pelas praias, junto com as galinhas e com as cabras, e os (pobres) cães dá dó de olhar para eles. Além disto, tens o desafio de teres a cor do (ex) colonizador e de experienciares a sensação de seres tu o “exótico”. Mas depois há o deslumbramento… e esse é impagável e memorável… e isso fez-me lembrar o que Miguel Sousa Tavares escreveu no seu livro SUL: “[estes países] despertam em nós exatamente o oposto da tristeza – uma alegria de crianças deslumbradas, como se só aqui pudéssemos reencontrar qualquer coisa perdida no fundo da nossa memória e das nossas raízes”. A partir de agora desafiante, vai significar, também, inesquecível. . 🌍 . #iremviagem #saotomeeprincipe #visitsaotome #sercriança #travelcouple #atevelhinhos #ninguemnospara #viajarebom #beautifulplace #beautifuldestinations #wanderlust #welovetravel #fugadoviajante #explore #instatravel #travelbloggerspt #iatipelomundo

A post shared by Ir em Viagem (@iremviagem) on

1. Onde fica São Tomé e Príncipe (STP)

São Tomé e Príncipe, situa-se no Golfo da Guiné, a cerca de 150 milhas das costas da Guiné e do Gabão, no continente africano. Visto do espaço, é um pontinho verde no meio do oceano, um arquipélago com ilhas vulcânicas atravessadas pela linha do Equador. As duas ilhas principais são São Tomé e Príncipe, que distam 140 km uma da outra.  São Tomé é a ilha maior, onde estão seis dos sete distritos administrativos, e onde está a capital com o mesmo nome. Príncipe é a ilha mais pequena e, para combinar, tem como capital a cidade de Santo António.

2. Como chegar?

De Portugal, os voos para STP são operados por três grandes companhias: a TAP (com uma escala técnica no Gana), a TAAG e a EuroAtlantic Airways/STP Airways. Os voos podem oscilar entre os 450€ e os 800€. O aeroporto São Tomé Internacional está localizado a cerca de 5 Km da capital. É um aeroporto simples e sem grandes estruturas de apoio.

3. Vale a pena fazer seguro de viagem?

Trate de todas as burocracias e não se esqueça de escolher o seguro de viagem. Recomendamos a IATI seguros, com quem viajamos e trabalhamos. São apenas quatro etapas simples que não levarão mais de dois minutos a preencher e receberá de imediato a apólice no seu email. Se quiser saber mais sobre os Seguros da IATI, leia o nosso post “Viaja (com) seguro, como nós” 

€€€ Para esta viagem, contratamos o IATI Standart e pagamos 107€ por uma apólice de seguro para duas pessoas, por 15 dias. Se utilizar o nosso link tem 5% de desconto no seu seguro.

4. Fazer ou não a profilaxia da malária?

Esta é uma pergunta que não reúne uma resposta consensual. A medicina do viajante aconselha, mas a opção é individual. O que é que se sabe? Que os casos de Malária em STP, nos espaços mais turísticos, são pouco expressivos. Que os efeitos do tratamento podem comprometer a viagem (má disposição, enjoos…). Mas também sabemos que desde que STP terminou a cooperação com Taiwan, a situação de proliferação de doenças em STP voltou a subir.

Na altura, lemos bastante sobre o assunto e fomos à consulta do viajante para sermos aconselhados sobre as vacinas que precisaríamos de tomar, os cuidados específicos a ter em STP e informarmo-nos se havia, na altura, algum surtos de doenças infecciosas ou alguma crise de saúde pública. Atualizamos as nossas vacinas (obrigatórias ou não para a viagem) e decidimos fazer a profilaxia da malária, mesmo tendo sido informados dos efeitos secundários deste tratamento.

Temos como lema que com a saúde não se brinca. Aliás, foi no seguimento desta experiência que escrevemos o nosso post sobre “Medicina do viajante é importante?”. Aqui poderá encontrar várias informações sobre a medicina e a consulta do viajante, a marcação das consultas (atenção que se a viagem for em época alta, devem marcar com antecedência), e o que é que deve levar no seu kit médico. Já diz o ditado, “mais vale prevenir do que remediar”.

€€€ não se esqueça de acrescentar estas despesas ao seu orçamento de viagem. No total gastamos cerca de 100€ para os dois, entre vacinas, consulta e farmácia.

5. São Tomé e Príncipe é um destino seguro?

STP é um destino bastante seguro para o/a turista, mas os cuidados básicos são sempre importantes. Alugamos carro, circulamos por toda a ilha e andamos a pé pela capital e por outras cidades sem qualquer problema. À noite, saímos pouco a pé, não por receio de sermos assaltados, mas porque as ruas são pouco iluminadas (além de falhar a eletricidade com regularidade), estão bastante degradadas e há muitos cães vadios.

Além disso, STP é também um destino seguro para quem gosta de fazer caminhadas pela floresta porque não tem animais perigosos (exceto a cobra preta que não é muito comum aparecer). Até nisto é um paraíso na terra.

Há varandas privilegiadas para este Parque Natural que é a Ilha de São Tomé. Ainda estamos no segundo dia e sei que se fosses pássaro era aqui que gostarias de assentar morada. Vejo como te deslumbras com o voo rasante da liberdade” (Memórias da nossa viagem).

6. Euros ou Dobras? São Tomé e Príncipe é um destino barato?

O Euro é aceite em todo o lado, mas lembre-se que sempre que pagar em Euros, normalmente, o troco será em dobras. A Dobra é a moeda local e 1 Euro corresponde +/- a 25 dobras.

Vão ter de viajar tipo “tio patinhas”, porque não existem caixas multibanco (exceto os de bancos locais), por isso, levantar dinheiro está fora de questão. O pagamento com cartão de crédito é possível, ainda que não esteja disponível em todos os lugares, ao que acresce as taxas bancárias elevadíssimas.

Dica útil: adquira o Cartão Revolut. Veja aqui.

STP não é um destino barato. Na nossa opinião, os serviços tendem a ser caros demais para aquilo que oferecem ou proporcionam. Começa pelo preço do voo (como vimos no ponto 2) e estende-se aos alojamentos, à restauração ou mesmo às compras no supermercado. Como em STP temos de ter alguns cuidados especiais de higiene, quem viaja para lá tende a procurar a rede de alojamentos, restauração e serviços recomendados, o que vai custar mais na carteira. Por exemplo, uma refeição básica num restaurante “recomendado” fica por 10-15€ pessoa; Um café pode chegar a 1€ (25 Dobras); Um iogurte marca Dia% no hipermercado da capital custa 1€ e é o mais barato; Um passeio de jipe com guia pode chegar aos 60€/ pessoa e em Príncipe o preço duplica. 

7. Qual a melhor altura do ano para visitar STP?

São Tomé e Príncipe tem um clima tropical e por isso as temperaturas variam pouco ao longo do ano e os níveis de humidade são sempre altos, o que faz com que o real feel seja um pouco diferente (para cima) da temperatura registada. O país tem duas estações. A estação das chuvas – de março a maio e de outubro a novembro – tem temperaturas mais altas, que variam entre os 23º e os 31ºC. A estação seca, divide-se em dois momentos: a Gravana – entre junho e setembro – com temperaturas que oscilam entre 21º e os 28º C. – e uma segunda estação seca de dezembro a fevereiro. Qualquer uma das estações tem vantagens e desvantagens. Nós viajamos em agosto e esta foi a nossa experiência…

Chove todos os dias, mas as pessoas dizem: “não vai chover, estamos na gravana!!”. Será que esta gente não está a sentir os pingos da chuva como nós? A parte boa é que quase não sentimos os mosquitos. O inconveniente é que quando regressarmos vamos ter de ir bronzear para a praia 😂 De quem é a culpa? Da gravana. A sorte é que ela tem “costas largas”” (Memórias da nossa viagem).

8. De quantos dias deve ser a estadia?

Dizem que sete dias chega para conhecer bem São Tomé e que quinze dias seria a combinação perfeita, para poder adentrar os lugares menos acessíveis e poder incluir a Ilha do Príncipe no roteiro. Nós estivemos 14 dias no total (11 dias em São Tomé e 3 dias em Príncipe). Se fosse hoje ficaríamos nove dias em São Tomé, que dá perfeitamente para conhecer toda a ilha, ao ritmo “leve-leve”, e cinco dias em Príncipe, para poder usufruir das praias idílicas e fazer um trilho no Parque Natural .

9. São Tomé, com ou sem Príncipe

A Ilha do Príncipe é uma lufada de ar fresco, uma dádiva da natureza 🙌 na história da Criação estou certa que foi aqui que Deus descansou (Memórias da nossa viagem).

Incontornavelmente, com Príncipe. É certo que esta opção encarece bastante a viagem, mas viajar até à majestosa Ilha do Príncipe é uma experiência inesquecível. É lá que estão as praias paradisíacas, o destino tropical por excelência. 

Se quiser saber mais sobre Príncipe, veja o nosso post “Ilha do Príncipe: ser pequeno é lindo”

10. Qual a melhor forma de nos deslocarmos na ilha? Com ou sem guia?

Em São Tomé, a melhor forma de visitar a ilha é alugando um jipe 4×4 e fazendo-se à estrada. Nós alugamos um Jimny todo o terreno na Get a Car, que nos prestou um serviço excelente, a preços competitivos.

No nosso jimny alugado, puxamos pelo volume da música e da emoção (Memórias da nossa viagem)

Que outras alternativas tenho, perguntam vocês? Os transportes públicos são quase inexistentes, o que faz com que dar e pedir “boleia” seja uma prática muito comum e relativamente segura. Há táxis, em carros (amarelos) e em carrinhas de 8 pessoas (que normalmente levam 20). E ainda têm as moto-taxis. São transportes mais baratos, mas a segurança é duvidosa. 

Outra opção é contratar um guia que já tenha carro. Aqui há vantagens e desvantagens. Nós experimentamos as duas opções, em contextos diferentes. Em São Tomé, optamos por não contratar guia, uma vez que estaríamos bastante tempo na ilha, a que se juntou o facto de gostarmos de viajar ao nosso ritmo e criar o itinerário na hora. O inconveniente desta opção é que São Tomé não tem muita sinalética com indicações o que aumenta a probabilidade de nos perdermos ou não conseguirmos chegar ao destino, como aconteceu connosco na Roça Bombaim. O GPS é uma ferramenta indispensável, mas até ele se perde em alguns lugares! A parte boa é que quando achas que estás perdido no meio da floresta, aparece sempre alguém de sorriso na cara para te ajudar.

Se optar por um guia, pode contratar um antes de viajar, mas não é difícil arranjar um à chegada. Basta dois dedos de conversa com algum motorista do hotel que eles arranjam logo um tempinho para mostrar a ilha ou dar o contacto de alguém que o faça (com ou sem carro incluído).

Dicas úteis:
>> Quando chegar à capital compre um cartão de telemóvel CST. Além de poupar no roaming poderá aceder ao GPS.
>> O combustível custa +/- 1€ por litro.
>> Para abastecer o carro, existem bombas de gasolina de maior dimensão (principalmente perto das cidades), mas o mais usual são os pequenos negócios que se encontram à beira da estrada, que vendem o combustível em garrafões de 5 litros, e que atestam o depósito por um funil.

Na Ilha do Príncipe a escolha foi diferente. Quando colocamos na balança o número de dias de estadia (3 dias) e o preço do aluguer diário de um carro (tudo em Príncipe duplica de preço), optamos por contratar um guia por um dia. Se quiser saber mais sobre a nossa experiência em Príncipe, veja o post “Ilha do Príncipe: ser pequeno é lindo”

11. Onde (gostamos de) ficar alojados?

Na nossa estadia em São Tomé optamos por não ficar em resorts, mas sabemos que normalmente eles têm spots fantásticos para tirar fotografias (e muitas outras coisas). Aquele momento em que deixas de ser o/a viajante mochileiro e dás-te ao luxo de uma passerelle” (Memórias da nossa viagem).

Hotel Pestana São Tomé

Neste ponto vamos partilhar os locais onde ficamos alojados (e que recomendamos) e sugerir mais alguns alojamentos que fizeram parte da nossa pesquisa inicial e/ou que gostaríamos de ter ficado.

Em São Tomé ficamos em três alojamentos diferentes:

  • O Palmtree Guest House acolheu-nos por sete noites. Tivemos a sorte de estar sozinhos nesta Guest House que nos deu as comodidades de uma casa. Um quarto duplo confortável, com rede mosquiteira, ar condicionado e casa de banho privativa com chuveiro. Uma sala de estar e jantar e uma cozinha totalmente equipada, sempre com fruta fresca para o pequeno almoço que preparávamos todos os dias. Um amplo jardim, uma churrasqueira e uma lavandaria. Tem segurança 24 horas por dia.
    €€€ Preço médio: 46€/ noite (verificar site)
  • Ficamos duas noites nas Casas Ondas Divinas, em Santana, que foram um mimo que nos oferecemos. Veja o vídeo e vai perceber porquê.
    €€€ Preço médio: 86€/ noite (verificar site)
  • No sul da Ilha, ficamos no Jalé Ecolodge, na praia Jalé (conhecida pela desova das tartarugas nas noites de dezembro). Foi aqui, no fim da estrada, que passamos dois dias, entre a luz das velas, banhos de água fria, o barulho do mar nos pés e a linha do equador no horizonte. Há eletricidade das 18h00 às 21h00, não há Wi-Fi e para termos água quente, ela é aquecida na panela no restaurante de apoio (mas só até às 18h00). O pequeno almoço é serviço nesse espaço e, para jantar temos de reservar com antecedência. O jantar é servido na praia, pelas 18h00, à luz de um por-do-sol inesquecível.
    €€€ Preço médio: 73€/ noite (verificar site)
  • Outros alojamentos que recomendamos (para diferentes gostos e carteiras)
    Na capital: Sweet Guest House, Hotel Central, São Pedro Guesthouse, Pestana São Tomé, Pestana Miramar São Tomé, Omali São Tomé, Hotel Praia;
    No norte da Ilha: Mucumbli;
    A caminho e no sul da Ilha: Clube Santana Beach & Resort, Roça Santo António Eco Lodge, Roça São João dos Angolares, Mionga, Hotel Praia Inhame; N`Guembú Nature Resort, Pestana Equador Ilhéu das Rolas.

Se quiser saber onde ficamos alojados em Príncipe, veja o post “Ilha do Príncipe: ser pequeno é lindo”

12. O que comer?

“Benção ou maldição, a natureza em São Tomé e Príncipe é de grande generosidade para com o seu povo. (…) Tivemos experiências gastronómicas ímpares da cozinha caseira da D. Antónia à cozinha gourmet do Chef João Carlos Silva. Em todas elas um ponto em comum, produtos que acabaram de “cair da árvore”” (Memórias da nossa viagem)

A gastronomia são-tomense é uma mistura da gastronomia europeia/portuguesa e da africana (principalmente com a influência dos cabo-verdianos, moçambicanos e angolanos que vieram para as roças trabalhar).

Os pratos de peixe são, sem dúvida, uma escolha obrigatória. Peixe azeite, peixe fumo, peixe bonito, atum, andala, barracuda, entre outros, acompanhados de fruta-pão, banana-pão, banana frita, batata-doce, matabala cozida (um tubérculo parecido com batata), mandioca ou legumes… sempre com uma pitada de “fura cueca” (malagueta).

Não há prato que não dance por entre ervas aromáticas e afrodisíacas (e.g. folha e flor de micocó, do mosquito, coentro selvagem), coco e cacau, azeite ou óleo de palma. O Calulu, prato tradicional de São Tomé é um exemplo perfeito desta “mestiçagem” de ingredientes.

A fruta da época não tem época de tão deliciosa, e cai de madura como o sorriso das crianças. Comece ou termine o seu dia com uma paragem no mercado de rua para comprar fruta. Sape-sape, jaca, maracujá (gigante), banana-maçã e banana-roxa, cajá-manga, papaia/mamão e o mangostão. Experimente todas, não se vai arrepender. O cacau, esse, é um deslumbre. Além de ser destinado para a confecção de chocolate é muito consumido como fruta.

Cacau fresco apanhado à beira da estrada

São Tomé é sinónimo de cacau. Aventuramo-nos pelas plantações de cacau e comemos o fruto da árvore. Seria quase bíblico se fosse proibido, mas em São Tomé é uma experiência obrigatória e singular… e o céu está garantido(Memórias da nossa viagem)

Já falamos da comida e do cacau, falta o terceiro “C” que é o café, arábica de preferência. Para os apreciadores de café, uma experiência imperdível.

E onde comer tudo isto, perguntam? Respondemos a essa pergunta em baixo, no roteiro pelos locais de visita obrigatória, orientando a vossa viagem não só pelos lugares, mas também pelo paladar e pelos sentidos.

Dica útil: os grandes supermercados (como o SuperCKdo, Pingo Doxi, Intermar) estão na capital São Tomé. Nas outras localidades só encontra pequenas mercearias, com muito pouca opção. Se for passear pela ilha e quiser fazer um piquenique, faça as suas compras antes de sair. Se o seu alojamento permitir fazer refeições, mas estiver fora da capital, terá de se deslocar lá para fazer compras.

13. O que levar na mochila? 

  • Roupa e calçado: STP é quente e húmido, por isso o ideal é levar roupas frescas, leves e preferencialmente de secagem rápida. Roupa de banho/ praia sem restrição. Quanto ao calçado, levar chinelos, sapatilhas (para o caso de quererem fazer algum trilho), e sapatos para andar dentro de água. Na altura da gravana um casaquinho leve pode ser bem-vindo. Na época das chuvas, um impermeável será útil. A regra é só uma: simplicidade. Claro que se não sair do resort pode apostar numa roupa mais sofisticada, mas se for essa a sua ideia não vá para São Tomé. Há destinos melhores para vida de resort!
  • Câmara fotográfica e seus acessórios. Há paisagens lindas para fotografar e filmar. Crianças endiabradas que te vão fazer gastar o “rolo” e águas transparentes para fazeres mergulho.
  • Material de snorkling.
  • Lanterna e power-bank. A luz falha muitas vezes em STP.
  • Protetor solar e chapéu. Atenção que não precisa de fator 50. O sol tem uma intensidade diferente, mas a proteção é sempre importante.
  • Repelente contra insetos e medicamentos de uso pessoal. Aqui, mais é mais. 
  • Sabonete, shampoo e condicionador (não tem em todos os alojamentos).
  • Mochila pequena.
  • Toalha de banho.

14. “Doce-doce”: como posso ajudar? 

As crianças vão correr atrás de si a pedir “doce-doce”. Se quiser ajudar, evite dar doces às crianças. Leve roupa, brinquedos, livros, cadernos e canetas ou produtos de higiene. Se puder levar mais bagagem, contacte previamente instituições, associações ou grupos de voluntários. Assim garante que a sua ajuda chegará a um número maior de crianças e famílias.

Conhecemos pessoalmente a Missão Dimix, uma associação sem fins lucrativos, que nasceu em 2016 pelas mãos de Sónia Pessoa, e que está sediada na Roça Água Izé. E a Fundação Príncipe, coordenada por Estrela Matilde. Mas há imensas ONGs que trabalham em prol do desenvolvimento de São Tomé e Príncipe. Pesquise e faça a diferença.

Missão Dimix, Roça Água Izé

O TRÍPTICO DE SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE: AS CRIANÇAS, AS ROÇAS E A NATUREZA

“São Tomé é o sorriso fácil das pessoas, o assombro das roças e a natureza exuberante. E nós tivemos tudo isto no primeiro dia. Agora… é só repetir” (Memórias da nossa viagem).

  • AS CRIANÇAS

As pessoas são fantásticas e muito amistosas, mas as crianças são inesquecíveis. De todo o lado correm em direção a ti com tudo o que têm, sorriso aberto, pé descalço, olhar expressivo e sem queixumes da vida. Umas pedem “doce-doce”, canetas, t-shirts ou bolas, outras limitam-se a dizer “olá”, “bom dia” e a acenar com um sorriso de orelha a orelha. Todas adoram fotografias e posam para elas como modelos.

A paisagem sorria para nós. Paramos o carro para tirar uma foto os dois. Tiramos o tripé, mas já não tivemos tempo para montar a máquina. Ao longe, a “patrulha pata” (como se auto-intitularam) corria na nossa direção. E assim ficou a nossa foto romântica, uma foto de família, cheia de cor e rostos sobrepostos de uma alegria infinita (Memórias da nossa viagem)

Quando vês uma criança, há sempre mais duas ou três… ou mais dez 😂 o que não é de estranhar se soubermos que 75 % da população de São Tomé tem menos de 25 anos. As crianças em São Tomé pegam-nos na mão e levam-nos por uma viagem ao passado. Brincam descalças na rua e desafiam a gravidade sem capacete ou proteções. Empurram pneus com dois paus, jogam ao elástico e fazem carrinhos de madeira e latão. Reinventam brinquedos e brincadeiras. Naqueles pés descalços, sentimos a terra.

  • AS ROÇAS

As Roças são um assombro e uma assombração. Não há melhor forma de descrever estas antigas estruturas coloniais de produção agrícola, que funcionaram durante os ciclos de cacau e café nos finais do séc. XVIII e inícios do século XX. São Tomé e Príncipe reclama para si o carácter quase exclusivo das Roças pela forma como estas estão ligadas à sua cultura e modos de vida. Em São Tomé e Príncipe há cerca de 150 roças identificadas. Grande parte delas estão abandonadas. Outras, apesar de degradadas, estão cheias da vida de quem ocupou o lugar dos fantasmas do passado… os filhos dos filhos dos antigos “contratados” que viviam nas Sanzalas. Outras, ainda, transformaram-se em projetos turísticos.

Roça Agostinho Neto
Roça Uba Budo

São sempre estruturas de grande imponência arquitectónica, com uma implantação estratégica na paisagem, uma organização interna complexa e com nomes que “roçam” o poético: Bela Vista, Boa Entrada, Vista Alegre, Saudade, Paciência, Rio Do Ouro. Nem sempre é fácil dar com elas, mas quando surgem fazem-nos suster a respiração. Visitamos sete Roças, demoramo-nos em todas elas, e em todas somamos histórias com pessoas dentro.

Proposta de filme: O Canto do Ossobó

  • A NATUREZA

São Tomé e Príncipe é hoje um dos países economicamente mais pobres do mundo mas, em contrapartida, “possui uma riqueza natural imensurável, terras extremamente férteis e um mar fervilhante de vida”. É entre o verde opulento da floresta e o azul turquesa do mar, de matizes e distintos dégradés, que se faz a paisagem inesquecível de São Tomé e Príncipe. Uma natureza luxuriante, um namoro constante. Há vários espectáculos que nos são proporcionados pela natureza de São Tomé e Príncipe. Um deles é o Parque Nacional de Ôbo que cobre quase 60% do território de São Tomé e que foi criado em 2006 com o objetivo de proteger a grande biodiversidade existente no arquipélago. Nele é possível observar as mais de 150 espécies de aves que vivem no arquipélago e as mais de 700 espécies nativas de flora.

Outro espetáculo é a pujança de um Oceano que alimenta um povo. Num mar onde os peixes voam (peixe voador panhá), borbulham à superfície (como o fulo-fulo) ou podem pesar mais de 150 quilos, a pesca tradicional em São Tomé tem tanto de bela quanto de perigosa. Os pescadores usam métodos ultrapassados e pescam em pirogas instáveis. É na solidariedade da pescaria que vão encontrando o sustento das famílias e reforçam a ideia de que se vive um dia de cada vez. É deste mar que vemos as crianças a sair com um pau recheado de peixes ou com polvos nas mãos.

Pescaria em Morro Peixe
Povoação de Santa Catarina

Além disso, o arquipélago de São Tomé e Príncipe é uma importante área de reprodução e de alimentação de cinco das sete espécies de tartarugas marinhas que existem no mundo.

O pôr-do-sol é outro desses espetáculos da natureza de STP. O deslumbre de um céu pintado em tons de laranja e vermelho, que tentamos imortalizar na fotografia, sem grande sucesso, mas que fica para sempre gravado na nossa memória. E, por fim, as praias, onde cabem todos os adjetivos positivos.

LOCAIS DE VISITA OBRIGATÓRIA EM SÃO TOMÉ

Gostamos de viajar ao sabor do ritmo da terra e só se sente a terra quando estamos dispostos a sair dos roteiros turísticos e a interagir com as pessoas. Nem sempre é fácil, nem sempre corre bem, mas a caixa de memórias fica sempre mais recheada. A povoação de Santa Catarina será sempre o lugar onde vimos pescar um espadarte de mais de 150 quilos. A cidade de Trindade será aquela partida de futebol, com equipas locais, que reuniu uma população em extase. A roça de Bombaim será o destino a que nunca chegamos porque ficamos sem combustível! Aqui as emoções vivem-se em doses industriais, mas a escolha é sempre tua!! (Memórias da nossa viagem)

No nosso roteiro dividimos a Ilha em três grandes rotas, que partem da Capital São Tomé: Rota do Norte, Centro e Sul.

A CAPITAL

Na Capital tudo é uma provocação para os sentidos. As buzinas das motas que circulam freneticamente pela cidade, a efervescência sonora das pessoas que se cruzam nas ruas, a algazarra e os pregões nos mercados, onde palpita a vida da cidade. O que visitar?

  • Ir ao mercado da cidade ou mercado municipal. Uma imersão intensa nas cores, nos cheiros, na desorganização, no barulho, no quotidiano são-tomense. Imperdível.
  • Fazer longos passeios pela Baía Ana Chaves é entrar numa viagem no tempo, da era colonial, que se mantém presente na arquitetura dos edifícios.
  • Visitar o Forte de São Sebastião. Aqui pode entrar e visitar o Museu Nacional, que conta a história do país.
  • Andar pelas ruas da capital, passar pela Praça 1 de Maio e visitar as drogarias e lojas de época.
  • Visitar a Sé Catedral da Nossa Senhora das Graças.
  • Para os amantes de chocolate, a visita à Fábrica de Chocolate Claudio Corallo e a Loja Diogo Vaz é obrigatória. Ter atenção aos horários das visitas. 
  • Fazer uma visita à Associação CACAU que é um espaço cultural, com exposições temporárias e lojas volantes de artesanato.

Onde comer?
> Na capital são imperdíveis restaurantes como o Papa-Figos, Dona Tété, O Pirata, Filomar.
> Se o seu alojamento não tiver pequeno almoço incluído, recomendamos que vá ao Café Central, que é gerido por portugueses. Um espaço onde também podem comer umas moelas, bifanas no pão ou caracóis, para recordar os sabores portugueses.
> Para descontrair e beber um copo num ambiente alternativo tem o Pico Mokambo.

ROTA DO NORTE

“Rumamos a Norte. O objetivo era ir até à povoação de Santa Catarina e percorrer “A Estrada” que beija o mar” (Memórias da nossa viagem)

  • Visitar algumas das Roças mais emblemáticas de São Tomé: A Roça Agostinho Neto, conhecida antigamente como Rio D´Ouro, é a Roça mais antiga na Ilha. A sua entrada é inconfundível e o impacto que ela tem em nós é inesquecível. Temos também as Roças de Ponta Figo, Monte Forte e a Diogo Vaz. Nesta última é possível a observação do processo de secagem do cacau.
  • Visitar a vila piscatória de Morro Peixe e Centro de proteção das tartarugas.

“É lá, mesmo junto à praia, que está o observatório de tartarugas bébés.
Não estamos na época da desova, mas levamos uma “sova” de informação sobre a fauna marinha das Ilhas de São Tomé e Príncipe e sobre a pesca artesanal. Foi uma delícia ouvir as histórias contadas pelo Ju, voluntário da ONG MARAPÁ, que dinamiza o Programa Tatô” (Memórias da nossa viagem)

  • Mergulhar numa das praias do norte da ilha: Praia dos Tamarinhos, Praia do Governador ou Praia das Conchas que apresentam um extenso areal branco e coqueiros na orla.
  • Fazer snorkeling na Lagoa Azul é um daqueles clichés maravilhosos de São Tomé. A baía é pequena, circundada por embondeiros, e com água translúcida.
  • Visitar o Padrão dos descobrimentos, que marca o local onde os portugueses desembarcaram, pela primeira vez, em 1470. 
  • Percorrer a “Estrada mais bonita do Mundo”, até chegar à povoação de Santa Catarina (onde termina), passando pelo mítico túnel de São Tomé.

Onde comer?
> Restaurante Santola, em Neves. A iguaria é comer santola acompanhadas de torradas e uma Rosema bem gelada.
> Mucumbli, na Ponta Figo, em Neves. Um eco-resort que tem um restaurante com uma varanda virada para o mar. Pare lá nem que seja para tomar um aperitivo.

ROTA DO CENTRO

Monte Café é uma dessas heranças coloniais, uma das roças mais antigas da ilha, fundada em 1858. É um lugar impressionante, que mantém a traça original dos edifícios. Não sei quanta beleza cabe nas ruínas do passado, mas que estas sejam uma ponte para o futuro(Memórias da nossa viagem)

  • Passar pela cidade de Trindade, residência oficial do presidente do país. Vai reparar que as estradas e a própria cidade estão mais cuidadas do que a capital.
  • Visitar a Roça Colonial Monte Café e o Museu do Café.
  • Visitar o Jardim Botânico e, se o clima ajudar, fazer uma caminhada (com guia) até à Lagoa Amélia. O lugar onde antigamente existia o vulcão que dizem ter dado origem à ilha. Nós não conseguimos fazer esta caminhada, mas quem já fez diz que vale a pena.
  • Para os mais audazes e com preparação física, subir em excursão ao Pico de São Tomé, com uma altura de 2.024 metros. Serão necessários dois dias de caminhada, com pernoita no caminho. Normalmente esta subida é feita durante a estação seca, por razões de segurança.
  • Visitar a Cascata de São Nicolau. No tempo das chuvas esta cascata é de grande imponência.
  • Passear pela Roça Saudade e visitar a Casa Museu Almada Negreiros, que é a antiga casa colonial da família do artista que foi restaurada e convertida num museu, galeria de arte e restaurante.
  • Visitar a Roça Bombaim. Nós tentamos, mas perdemo-nos pelo caminho. Mas foi dos caminhos mais bonitos que fizemos.
  • Arriscar-se, floresta a dentro, à procura da Roça Uba Budo. Para nós, a Roça perdida no meio da floresta equatorial. O caminho para lá é sinuoso mas, de repente, surge esta enorme cidade-ruína, que mantém as marcas do passado nos seus edifícios degradados, mas cheios da vida do presente.

Onde comer?
> Restaurante Efraim, na Roça Monte Café.
> Casa Museu Almeida Negreiros, na Roça Saudade. O restaurante oferece-nos uma varanda com uma vista magnífica para a floresta equatorial.

ROTA DO SUL

“Seguimos pela EN2, em direção ao sul.

A Rota do Sul é muito especial. Começa pela própria estrada, curvilínea, com o mar à tua esquerda e a floresta verde e densa à direita. Tudo acontece à beira da estrada. As crianças que acenam e correm atrás dos carros. Os porcos que são quase animais de estimação e que vagueiam pelas ruas e pelas praias, juntamente com as galinhas, as cabras e os cães. As mulheres que lavam calmamente a roupa e as panelas nos riachos. Tudo acontece ao ritmo do “leve-leve”. Depois vêm as praias desertas, de areia branca, onde até os cocos caem devagar. Todas as praias valem o desvio da estrada. Se não fizer, está a perder uma boa parte dos encantos desta rota.

  • Visitar a Roça Água Izé. Sem dúvida a Roça que mais nos marcou. A sua organização de “roça-cidade” é composta por uma malha que forma ruas, bairros, jardins e praças. Na zona baixa, junto à estrada, tem as oficinas, as serralharias e os armazéns. Depois, a extensa bateria de sanzalas onde se reorganiza o casario. Na parte alta, o hospital, que é hoje residência de muitas famílias.

Conhecemos a Roça pela mão de um grupo de crianças. Haverá melhor forma de conhecer um lugar senão pelos olhos das crianças? (Memórias da nossa viagem)

  • Parar na Boca do Inferno e conhecer a Lenda do Barão de Água-Izé (que entrava com o seu cavalo na Boca do Inferno e saía em Cascais, Portugal). Digam lá que não é uma delícia de lenda?
  • Banhar-se na Praia das Sete Ondas e na Praia Micondó.
  • Visitar a cidade de São João dos Angolares e a Baía de Santa Cruz. Suba até à Roça de São João dos Angolares, visite o museu e almoce o menu-degustação preparado pelo Chef João Carlos Silva.
  • Visitar a Cascata da Praia Pesqueira, lá onde a cascata acorda abençoada pelo mar.
  • Percorrer a estrada que vos vai apresentar o Pico Cão Grande (uma elevação de origem vulcânica com trezentos metros de altura, que compõe o Parque Nacional de Ôbo) que surge inesperadamente à nossa frente. Pare e contemple.
  • Fazer o desvio para Ribeira Peixe. O caminho até lá é fantástico, com as suas plantações de Andim, num cenário que parece uma tela pintada.
  • Visitar a Praia de Nguêmbu, Praia Inhame, Praia Piscina e Praia Jalé. Todas elas são diferentes e bonitas, mas a Praia Piscina conquista.

“Disseram – nos que a praia piscina era a mais bonita de entre as praias do sul da ilha. E é mesmo. Uma praia que forma piscinas naturais de água transparente e onde os cocos caem na areia. Impossível resistir a um mergulho, de preferência com a roupa com que viemos ao mundo” (Memórias da nossa viagem)

  • Fazer a travessia para o Ilhéu das Rolas, subir ao Marco do Equador, lá onde se encontra a exata linha que separa os dois hemisférios, tirar a fotografia da praxe com um pé em cada hemisfério, e almoçar na Praia Café, virados para o mar.

“Estamos no centro do mundo, como não ficar emocionado? Fizemos a travessia de barco com o espírito de conquistador, vimos baleias, subimos ao marco do equador e almoçamos na Praia Café uma refeição confecionada, na hora, pela Dona Antónia. Peixe, está claro! Virados para um mar azul turquesa, respiras e agradeces” (Memórias da nossa viagem)

Onde comer?
> Complexo Mirador, virado para a Boca do Inferno.
> Mionga, em São João dos Angolares.
> Roça de São João dos Angolares. A terra é fértil, o mar é fecundo, mas a criatividade cultiva-se, e aqui poucos batem o Chef João Carlos Silva, da Roça de São João dos Angolares, apresentador do programa Na Roça Com os Tachos, que nos leva a viajar pelos sabores da Ilha no seu menu-degustação que é uma experiência divinal, numa cozinha de excelência, altamente recomendada. Estivemos duas horas a comer. Começamos com um Spa de vinhos, seguido por seis entradas, dois corta-gostos, um prato principal, duas sobremesas e, por fim, o famoso café de São Tome.

LOCAIS DE VISITA OBRIGATÓRIA NA ILHA DO PRÍNCIPE

A Ilha do Príncipe é tão especial que decidimos dedicar-lhe uma crónica, que chamamos de “Ilha do Príncipe: ser pequeno é lindo”. E é mesmo! Espreitem a nossa aventura por esta Ilha de sonho.

A verdade é que São Tomé e Príncipe escancarou-nos a alma.
E assim nos despedimos…


– Viagem realizada em agosto de 2019
– Fotografia de Marcelo Andrade @iremviagem
– Acompanhe-nos também nas Redes Sociais Facebook | Instagram 

Planeie a sua viagem:
Se fizer a reserva através dos seguintes links, não paga mais por isso e ajuda o Ir em Viagem a continuar as suas viagens

* Faça um seguro de viagem com a IATI (e ainda recebe 5% de desconto)
* Encontre o melhor alojamento no Booking. É onde fazemos as nossas reservas.
* Poupe em taxas bancárias usando o Cartão Revolut.
* Quer evitar filas? Reserve no GetYourGuide os seus bilhetes para monumentos e tours.

Este post pode ter links afiliados

Somos um casal português que adora viajar. Conhecemo-nos em viagem e partilhamos o mesmo lema: o que interessa é IR, e nesse ir somos sempre mais nós. É neste espírito que nasce o Ir em Viagem, um espaço de partilha das nossas aventuras e experiências em viagem.

0 comentário em “São Tomé e Príncipe: um guia de viagem

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: