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Uma experiência de Inverno na Suíça: roteiro de 4 dias

Suíça

Dizem que a Suíça é a terra do queijo, do chocolate e dos relógios. Experimentamos dos três. Comemos o queijo da Gruyère derretido no fondue e na raclette. Lambuzamo-nos, feito crianças, na fábrica de chocolates Cailler. E apanhamos uma multa de estacionamento porque, com os suíços, nas regras não há atrasos … nem para um beijo!

Suíça está no centro da Europa, fazendo fronteira com a Alemanha, França, Itália, Áustria e Liechtenstein. Vista como uma potência económica, é um país pequeno, dividido em 26 cantões, onde se falam 4 idiomas oficiais: alemão, italiano, francês e o romanche. A capital é Berna, mas as cidades de Genebra e Zurique são o motor da economia Suíça. Esta diversidade faz da Suíça um dos países mais belos da Europa. E não é exagero.

Visitamos a Suíça em janeiro de 2020 e para o Marcelo foi um regresso ao país que o recebeu e acolheu durante sete anos da sua vida. Foi uma viagem feita de emoções e cheia de pessoas dentro. O destino e o roteiro estavam escolhidos e traçados e, olhando à época do ano, o grande objetivo era aproveitar uma das maiores belezas do inverno deste país, a NEVE, que nos permite paisagens inacreditáveis e experiências únicas.

Glacier Aletsch

Foi nisso que apostamos quando desenhamos este roteiro de 4 dias, que nos faz passar por três cantões: Friburgo, Vaud e Valais, mas é no cantão do Valais que nos vamos demorar. O Valais são os glaciares, as montanhas, os lagos, as estâncias de neve, os “chalets”, os castelos e as vacas leiteiras em férias permanentes. É um paraíso para os amantes de natureza e de desportos de montanha, não estivesse ele no domínio dos Quatro Vales, que integra cerca de 400 quilómetros de pistas de esqui e mais 200 quilómetros de trilhos de caminhada. O Valais é a combinação perfeita entre a Suiça tradicional e o glamour. E aqui entre nós, sabia que o Valais é a principal região vitivinícola do país? Chegamos ao paraíso!

Em cada dia, um descritivo do que fizemos e algumas dicas úteis para aproveitarem melhor a vossa viagem. No final deste post, tentamos responder a algumas dúvidas frequentes e questões que nos colocaram durante e depois da viagem.

  • Dia 1 | Visitar Gruyère, Maison Cailler, Vevey e Montreux (pontos 1, 2, 3 e 4 do mapa)
  • Dia 2 | Fazer um passeio de raquetes (na neve) e ir aos banhos quentes (pontos 5 e 6 do mapa)
  • Dia 3 | Visitar Zermatt (ponto 7 do mapa)
  • Dia 4 | Conhecer Crans-Montana e subir a 3000 metros de altitude (pontos 8 e 9 do mapa)

DIA 1 | VISITAR GRUYÈRES, MAISON CAILLER, VEVEY E MONTREUX

Começamos o nosso dia bem cedo e rumamos à Gruyères (1), que fica no cantão de Friburgo. Pelo caminho, a paisagem estava grisalha, não de velha, mas de charmosa.

Chegamos. Terras com lendas são sempre mais enigmáticas, apelam ao nosso imaginário e fazem-nos viajar pela oralidade da história. Reza a lenda que Gruyères foi fundada no ano 400 A.c. pelo Rei dos Vândalos, Gruérius. Se é verdade ou mentira, pouco importa para quem visita esta vila medieval e se rende ao seu centro histórico, pitoresco e bem preservado, e ao seu castelo.

Uma volta completa pelo centro da cidade leva uns 20 minutos, mas as possibilidades fotográficas são imensas. Nesse passeio poderá encontrar dois museus: o H.R. Giger que nos dá a conhecer a obra do criador de ALLIEN, e o museu do Tibete, inaugurado em 2009, e que nos leva numa viagem pelo mundo tibetano, através de um enorme espólio de esculturas budistas, pinturas e várias obras.

Preservando até aos dias de hoje a sua identidade e paisagem medieval, Gruyères tem o seu ex-libris no Castelo. Antiga residência de condes entre 1080 e 1554, este imponente monumento é, atualmente, um museu que guarda séculos de história e cultura. Visite-o, passeie por lá e respire fundo.

Gruyères é famosa pelo seu queijo. Por isso, há duas experiências que são imperdíveis. Uma é visitar a Maison du Gruyère, que tem um pequeno museu que conta a história e o processo de produção do queijo Gruyère. A base para um bom queijo é o leite e para isso a alimentação das vacas não inclui qualquer tipo de aditivo. Sabia que uma vaca pode comer 100 quilos de erva fresca e beber 85 litros de água, por dia? E que para se obter um queijo de 35 kg são precisos 400 litros de leite cru e fresco? Todo o processo para obter o melhor queijo Gruyère é muito rigoroso. No museu é possível acompanhar a produção do queijo.

Fica a dica: antes de ir à Maison du Gruyère informe-se dos horários em que é possível assistir à produção do queijo.

A outra experiência imperdível é comer um fondue de queijo Gruyère em… Gruyères! Um buffet para os sentidos! Nós almoçamos no Le Saint-George, um restaurante panorâmico no centro da vila medieval.

Fica a dica: o cheese fondue fica em média 25 CHF por pessoa, sem bebida incluída. Se o objetivo for apenas experimentar, um fondue chegará para duas pessoas.

Pegue no carro, siga em direção a Broc, e visite uma das fábricas de chocolates mais famosas da Suíça – a Maison Cailler (2) – imperdível para os amantes de chocolate. Uma festa de cores e sabores. Com um circuito interativo de cerca de uma hora, a Cailler leva-nos a percorrer a história do chocolate, desde o tempo dos astecas até à atualidade. Esse circuito criativo permite-nos, também, acompanhar a produção do chocolate em direto e, para finalizar, temos à nossa espera uma fantástica degustação de chocolates. O problema é mesmo ter vontade de vir embora, quer da fábrica, quer da loja onde se podem comprar os chocolates e outros souvenirs.

Daqui seguimos em direção a Vevey (3) e a Montreux (4). Saímos do cantão de Friburgo e entramos no cantão de Vaud. O caminho acenava-nos com a melhor das promessas – Lavaux – uma região vinícola que, em 2007, foi classificada como Património Mundial da Humanidade, pela UNESCO. O tempo não estava para grandes conversas, mas o pouco que nos mostrou deu para compreender a vénia da UNESCO.

Vevey e Montreux são cidades irmãs, separadas apenas por sete quilómetros. Graças ao microclima da região, a paisagem é magnífica. Circundadas por montanhas, à beira do Lago Léman, estas cidades são um convite à permanência. À paisagem natural junta-se a paisagem cultural que é riquíssima. Uma Belle Époque que atraiu várias celebridades da Época e outras que se apaixonaram pelas cidades da Riviera Suíça. Freddy Mercury está para Montreux, como Charlin Chaplin está para Vevey. Infelizmente, não tínhamos tempo para adentrar cada uma delas e, por isso, decidimos passear pela marginal do Lago, que está decorada com impressivas esculturas.

Demoramo-nos um pouco mais em Montreux e deu para perceber porque é que Freddie Mercury deu o nome “Made in Heaven” ao seu último álbum. Tendo morado lá alguns anos, disse: “se desejas paz mental, vem para Montreux”.

Fica a dica: Montreux tem um dos festivais mais famosos da Suíça – o Montreux Jazz Festival. Acontece anualmente em julho, desde  1967. Já passaram por lá bandas como os Led Zeppelin, Pink Floyd, Frank Zappa, Prince, Eric Clapton, B.B King ou Elis Regina.

Seguimos em direção ao Castelo de Chillon, em Montreux. Sabiam que é um dos castelos mais conhecidos em todo o mundo e um dos monumentos mais visitados na Suíça? Foi construído no século XIII, à beira do lago e no sopé de uma colina. Se visitar um castelo já é incrível, visitar um castelo num lago é mágico. Juntem-lhe uma riviera e torna-se glamoroso.

Fica a dica: se forem com tempo, façam este passeio em dois dias. Um dia só para a experiência do queijo e do chocolate. O outro para um passeio mais cultural por Vevey e por Montreux.

DIA 2 | FAZER UM PASSEIO DE RAQUETES (NA NEVE) E IR AOS BANHOS QUENTES

Foi às portas do cantão do Valais, numa região franco-suíça, que nos aventuramos na neve. Portes du Soleil (5) foi a região escolhida e, só pelo nome, a escolha não podia ser mais acertada. Subimos até à vila de Les Crosets, que fica a 1668 metros de altitude, um local idílico para a prática de desportos de neve e para fazer raquetes, que era o nosso propósito. Mas garantimo-vos que o caminho para lá é superbe. Estradas que cortam montanhas gigantes, chalês de madeira estrategicamente virados para o sol, com varandas que sorriem… mesmo!

Chegados a Les Crosets, cheia de praticantes de esqui e excursões de curiosos/as, bebemos um chocolat chaud para aquecer, equipamo-nos a rigor e começamos a fazer um dos trilhos de raquetes que nos levou ao Le Relais Panoramic Les Crosets, que nos oferece uma vista única sobre Les Dents de Midi, uma montanha com sete picos de mais de 3000 mil metros. Sobes e desces a montanha, ouves o que o silêncio te segreda, respiras fundo e cantas: ‘”Passear na neve”, amar e ser feliz’!

Depois de um dia intenso passado na neve, decidimos terminar o nosso dia de uma forma relaxada nos Banhos de Lavey-les-Bains (6), que fica na vila com o mesmo nome, e onde existe a nascente de água mais quente da Suíça, a 62 graus. Banhos termais, ao ar livre, com uma vista surpreendente sobre as montanhas, onde nos sentimos encaixados na natureza. Como espaço de bem-estar, tem jacuzzis, circuitos termais, saunas, banhos turcos, hamans, salas de relaxamento normais e sensoriais. Não é barato*, mas é uma experiência imperdível.

* Pagamos por pessoa, por três horas, 28 Francos Suíços (CHF), que são mais ou menos 26,5€ (à data da publicação deste post).

Fotografias? Só do espaço exterior, porque lá dentro entramos no paraíso. E no paraíso não há lugar para as tecnologias.

DIA 3 | VISITAR ZERMATT

Este dia prometia tudo de bom. Acordamos bem cedo e, do alto da montanha, começamos a vislumbrar o caminho que nos levaria até Zermatt (7), a pequena vila que se avizinha do extraordinário Matterhorn, uma das montanhas mais conhecidas dos Alpes, localizada na fronteira entre a Suíça e a Itália, e uma fonte de admiração.

Fica a dica: quem não conhece a montanha que é imagem e embala o famoso chocolate Toblerone? Se quiser saber um pouco mais sobre o Matterhorn leia o post que escrevemos: “Matterhorn: a montanha do “chocolate””

Até chegarmos a Zermatt, o caminho é cheio dos clichês suíços: montanhas, neve, frio e montanhas outra vez. Estamos nos Alpes, what else! Chegamos a Täsch, a última localidade antes de subirmos até Zermatt. Muitas das pessoas que trabalham em Zermatt têm casa aqui, por ser mais vantajoso a nível económico. Como quase todos os turistas, deixamos o carro no parque de estacionamento (Matterhorn Terminal Täsch) para apanharmos o comboio, que sai de 15 em 15 minutos.

O estacionamento tem o custo de 16 CHF, por dia. O comboio custa 16.40 CHF, por pessoa, bilhete de ida e volta.

Embarque connosco…

Zermatt é uma vila tirada de um qualquer conto. É uma das estâncias de esqui mais conhecidas da Suiça e sabe-se que muito do seu crescimento se deve ao Matterhorn, mas quando lá chegamos percebemos que esta vila turística tem muito mais para nos oferecer e, por isso, um passeio pelo centro, é obrigatório. Com uma variedade incrível de hotéis, lojas de charme, cafés e bares, restaurantes e lounges, o ideal é andar por lá, sem pressas. E não se admire se ouvir falar português frequentemente, afinal, uma boa parte dos habitantes são portugueses, o que faz do português a segunda língua mais falada (a primeira é o alemão).

No centro de Zermatt há duas visitas que recomendamos.

Uma ao Museu do Matterhorn, que está instalado no subsolo, mas chama atenção pela sua cúpula em vidro. Neste museu ficamos a conhecer um pouco da história de Zermatt – como passou de uma simples aldeia de montanha a um dos locais de maior luxuosos e emblemáticos da Suíça – e algumas das mais importantes escaladas que foram feitas no conjunto paisagístico de 36 picos com mais de 4 mil metros de altitude que estão ao redor do Cervin (mais conhecido como Matterhorn). Nestes descritivos incluem-se as dramáticas recordações da primeira ascensão ao Matterhorn em 14 de Julho 1865.

A outra visita é à pequena Igreja de St. Mauritius, construída em 1915, que tem como marca a sua torre, e o cemitério e memorial dos alpinistas. Homens e mulheres que morreram a tentar subir o Matterhorn, Täschhorn, Weisshorn, Liskamm, Obergabelhorn e o maciço do Monte Rosa estão aqui sepultados. Nem todos conseguem regressar mas, como está inscrito numa das sepulturas, “I chose to climb”.

O próximo passo é ir até ao rio. Aí terá uma vista privilegiada do Matterhorn. Estava nublado, o pico do Matterhorn estava encoberto mas, de repente… o céu sorriu para nós e nós um para o outro.

Em redor a Zermatt há excelentes pistas de esqui, no verão/outono muitos trilhos, escaladas e circuitos para bicicleta e um pacote completo de infra-estruturas desportivas e de hotelaria de qualidade superior.

Fica a dica: Sabia que Zermatt é local de chegada da tão conhecida Haute-Route (Trilho de inverno de Chamonix – Zermatt)?; Local de chegada/ partida do Glacier Express?; e que de lá é possível apanhar o comboio Gornegrat Bahn, que nos leva ao topo da montanha Gornergrat, em 35 minutos, onde “mora” o hotel mais alto da europa, o Kulmhotel Gornergrat.?

DIA 4 | CONHECER CRANS-MONTANHA E SUBIR A 3000 METROS DE ALTITUDE

Crans-Montanha é uma das estâncias de esqui mais conhecidas da Suiça e local ideal para estar em família. Nos seus 1500 metros de altitude, oferece-nos um vista panorâmica sobre toda a cadeia montanhosa dos Alpes, desde Zermatt até ao Mont-Blanc. Ela conquista com o seu charme alpino.

Crans-Montanha, na verdade, são duas aldeias que se unem pelo glamour das suas lojas de elite, dos restaurantes decorados com as cores da montanha e os seus chalés em madeira, que não deixam ninguém indiferente. De onde vem tudo isto? Crans foi colonizada pela nata dos esquiadores ingleses e Montana pela aristocracia do início do século XX. No inverno o esqui é rei, no verão tem o Golfe. Todos os anos se realiza o Omega European Masters, onde se podem ver os melhores jogadores de Golf do Mundo.

Em Crans-Montana podemos subir ao Plaine Morte Glacier. 3000 metros de altitude na fronteira entre os cantões de Berna e Valais. Um nome pouco sugestivo para quem não tem asas. Subimos de teleférico e em cada paragem (que são três) achas que estás a ver a melhor das paisagens. Mas é quando chegas lá acima que tudo se suspende, até o restaurante, que se precipita na montanha. A respiração fica mais lenta e, no horizonte, uma tela pintada de montanhas que desfilam como numa passerelle. Perfeito. Se o céu for assim, não devemos temer a (Plaine) Morte.

Fica a dica: Numa ida a Crans-Montana não deixe de visitar a cidade de Sion, que é a capital do cantão do Valais, e que possui um património histórico e religioso datado desde os tempos medievais. Tem nos seus dois Castelos (La Valère e Tourbillon), cada um deles empoleirado numa das colinas gémeas que coroam o vale, e no centro histórico os seus ex-libris.

DÚVIDAS FREQUENTES

Os voos para a Suíça são muito caros?

A Suíça não é um destino caro e com a entrada das companhia aéreas low cost os preços conseguem ser muito atrativos, mas variam com a época dos ano que queiramos viajar. Nós, por exemplo, conseguimos os nossos voos por menos de 75€/ pessoa (ida e volta). A Suiça tem 5 aeroportos principais: Zurique, Basileia, Genebra, Berna e Lugano. De Portugal, podemos voar através de várias companhias como a TAP, Easy Jet, Ryanair ou Swiss, que viajam normalmente para os três primeiros aeroportos.


Deve ser muito frio no Inverno!

Era assim que eu (Vera) pensava. Não gosto de frio e decidir viajar para um destino de neve é um desafio para mim. Sou das que no inverno dorme com lençóis e pijamas polares, das que se senta frente à lareira até ficar com rosetas, das que não dispensa as mantinhas e que tremelica se a temperatura baixa 1 grau… ou meio. Viajei para a Suíça sem aquele entusiasmo habitual, apesar das pessoas me dizerem que o frio é diferente. E é. Estava frio? Estava. Senti frio? Não. Não usei metade das coisas com pêlo que levei, (quase) fiquei fã da neve e cheia de vontade de regressar. Afinal, dois olhos não são suficientes para alcançar tanta beleza. 

Apesar disso, deixamos aqui algumas informações que podem ajudar a decidir quando ir.

No inverno as temperaturas variam bastante. Se ficar pelas cidades terá temperaturas entre – 2 a 7 graus, mas se for para uma estância de esqui, podem descer até -12 graus. O frio e a neve estarão presentes em quase todo o País de novembro a março. Para quem gostar de desportos de inverno esta é a época perfeita, além disso, no inverno pode desfrutar dos Mercados de Natal que acontecem em várias cidades (e.g. Montreux, Berna, Basileia).

No verão (de junho a setembro) terá temperaturas entre os 16 e 28 graus, podendo atingir valores mais altos. No verão há festivais de música que se espalham por todo o país, e destaca-se a Festa do 1º août em que se comemora o Dia da Suiça. Os lagos recriam praias e ambientes de caribe.

Deixaríamos de parte os meses de abril e novembro, que são dois meses de transição, que acabam por não acrescentar muito à sua viagem. Mas no outono a conversa é outra. A explosão de cores, com fantásticos tons avermelhados e alaranjados, dá-nos uma paisagem inesquecível.

Fica a dica: Uma forma maravilhosa de pass(e)ar por cada “estação do ano” na Suiça é fazendo o Glacier Express, um dos comboios panorâmicos mais famosos da Suíça, que liga Zermatt a St.Moritz. Imaginem passar por 91 túneis e 291 pontes, entre montanhas, riachos, pastagens e vilarejos encravados nos alpes suíços. 291 Km, 8 horas… “o comboio expresso mais lento do mundo!”.

A Suíça é um país muito caro, não dá para mim!

Sim, essa é uma verdade. Aliás, segundo a revista Ceoworld, a Suíça é o país mais caro do mundo para se viver. Neste sentido, por muita poupança que queiramos fazer, viajar para a Suíça implicará sempre “abrir os cordões à bolsa” e trocar muitos Euros (€) por Francos Suíços (CHF). A restauração, a hotelaria, os transportes e a vida do dia-a-dia são muito caros.

> Restauração:

O ideal para se fazer uma viagem mais económica é evitar a parte restauração. A vida de café/restaurante é muito cara. Um café pode chegar a 4 CHF, um copo de vinho ou uma cerveja pode custar quase 6 CHF, uma refeição diária são 20 CHF/ pessoa e um jantar num restaurante nunca será por menos de 35 CHF/pessoa. Não devem deixar de o fazer, mas escolham experimentar os pratos mais típicos do país – um bom fondue de queijo, uma raclette (queijo derretido servido com batatas cozidas e um sortido de carnes secas) ou um rosti (um prato de batata que vai à frigideira para ficar dourada e que pode ser servido com salada, ovo, cogumelos, queijo ou carnes)

Fica a dica: A Suíça não é um país com uma gastronomia muito marcante, até porque a maioria dos pratos tem influência francesa e italiana, mas os pratos de queijo são divinais. Para quem não gosta de queijo, as opções ficam mais limitadas. Nas sobremesas e doces… o chocolate é rei!

> Supermercados:

Os supermercados são, talvez, o espaço alimentar onde encontramos preços mais próximos dos praticados em Portugal (retirando a carne e o peixe). Por isso, não hesite em optar por fazer compras nos supermercados. A Migros e a Coop são alguns dos locais onde pode comprar comida já confeccionada a preços muito mais interessantes, o que vai tornar a sua viagem um pouco mais económica.

> Alojamento:

Não é fácil encontrar um alojamento barato na Suíça. Podemos dizer que a média, para um hotel básico, será de 125€ a 200€/noite por casal, com pequeno almoço. Nas épocas altas, de verão e inverno, os preços aumentam bastante.

> Transportes:

Andar de transportes públicos na Suíça não é caro, é muito caro. Neste sentido, para que a sua viagem se torne mais económica aconselhamos que, antes de ir, “estude” muito bem o site dos transportes. Irá encontrar algumas soluções interessantes:

Swiss Travel Pass – Este passe, que foi criado só para os turistas, permite andar em quase todos os transportes públicos (exceto rotas especiais ou de montanha) – comboio, barcos, autocarros e ainda nos permite entrar em vários museus. Pode comprar com opção de dias (3, 4, 8 ou 15 dias consecutivos). O preço por 3 dias é de 232 CHF (consultar site oficial)

Fica a dica: Para terem uma ideia o preço do bilhete de comboio, ida-volta, do aeroporto de Genebra a Sierre custa 120 CHF por pessoa.

 

Swiss Travel Pass Flex –  Este passe, ao contrário do Swiss Travel Pass, não precisa ser utilizado em dias consecutivos, dando mais flexibilidade à sua viagem. Por exemplo, se pretender ficar 8 dias, mas só viajar 3 dias de comboio alternadamente, esta será a melhor escolha. Existem as opções de 3, 4, 8 e 15 dias, no período de 1 mês. O preço por 3 dias é de 267 CHF (consultar site oficial)

Suisse Half Travel Card – Este cartão custa 120 CHF e dá-nos a possibilidade de ter 50% de desconto nos comboios, autocarros e barcos. Tem validade de um mês e terá que aceder à App da companhia para o validar.

O aluguer de carro é uma outra opção, mas conte com cerca de 50 €/ dia por um carro básico.

Suíça é um país de (muitas) regras: convém respeitar!

Os suíços são muito rigorosos no cumprimento das regras. Os graus de tolerância ao incumprimento são muito baixos e as coimas/ multas podem ser muito altas. Nós tivemos o azar de pagar 30 CHF de multa por não nos termos apercebido que era estacionamento pago (parquímetro).

Além disso, a Suíça é um dos países mais seguros do mundo. Tem sistemas de segurança muito apertados e leis muito duras em relação ao crime. Por isso, podemos estar tranquilos quando viajamos por todo o país (mas como diz o ditado: “o seguro morreu de velho”.

Até já, Suíça! Agora vemo-nos no verão.


– Passeio realizado em janeiro de 2020
– Fotografia de Marcelo Andrade @iremviagem
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7 comentários em “Uma experiência de Inverno na Suíça: roteiro de 4 dias

  1. João Batistagreenservices

    Fantástica reportagem, fazem-nos apetecer ir, … Obrigado JBatista

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  2. Os meus parabéns, sem dúvida um excelente roteiro.
    Grande abraço

    Curtido por 1 pessoa

  3. Obrigada Joaquim. Se gostou é porque deve estar bom 😁 esteve tantos anos na Suíça que a conhece bem.

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  4. Antonio Alves Duarte

    Fotos maravilhosas e paisagens lindas.ADOREI👌👋

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  5. A Suiça é linda tanto no Inverno como no Verão, mas sem dúvida que o Inverno a torna mais atraente devido à neve que faz lembrar contos de fadas. Adoro as casas, as paisagens, as vossas fotos e a descrição que fazem de todos os recantos visitados. Obrigada por esta viagem maravilhosa.

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