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Chão do Rio: o lugar onde as casas sorriem

O Chão do Rio é um Turismo de Aldeia que fica em Travancinha, Seia, no sopé da Serra da Estrela.

Oito casas que te recebem a sorrir, alpendres que convidam a ficar, camas preguiçosas e redes dorminhocas. Uma piscina biológica, uma horta comunitária, um galinheiro portátil, trilhos e sendeiros… uma imersão na natureza. À porta, pão quente cozido em forno de lenha, para acompanhar a compota de abóbora da D. Emília, o requeijão e o mel da Serra da Estrela que te são oferecidos num cesto de boas vindas.

Um lugar pensado para todos/as, à medida de cada um/a. Um projeto marinado no amor da Catarina e do Rodolfo pela natureza… e um pelo outro.

Fizeram do Chão do Rio o lugar que os faz sentir inteiros, onde os sorrisos vêm de dentro e felicidade se vive nas coisas simples”

Catarina e Rodolfo, Chão do Rio

Construíram uma Família. A deles e a que chamaram de Chão do Rio, que é constituído por uma equipa dinâmica e amorosa que nos acolhe como se estivéssemos em casa. Anfitriões de mão cheia. Talvez, por isso, o que aqui se (a)colhe seja magnífico. O Chão do Rio é uma carta de sobremesas deliciosa.

 

O QUE É | Turismo de aldeia
ONDE FICA | Na aldeia de Travancinha, no concelho de Seia, mas a fazer vizinhança próxima com Nelas e Oliveira do Hospital, no sopé da Serra da Estrela. Para lá chegar é só colocar no GPS: Rua da Calçada Romana, Travancinha, 6270-601 Seia.
O QUE INCLUI | O Chão do Rio dispõe de oito casas, todas independentes e com tipologia diferenciadas, totalmente equipadas (ver aqui mais informações).
No interior, dispõem de cama(s) de casal, sofá-cama, WC privativo com muda de toalhas (facultativo), produtos de higiene pessoal biológicos, kitchenette equipada, máquina de café, livros, lareira e lenha para a estadia. Acesso à Internet. Uma cesta com produtos regionais para o pequeno almoço e pão quente todos os dias. No exterior das casas há um terraço exclusivo com espaço de convívio e cama de rede e, nas casas mais afastadas da receção, há estacionamento privativo.
Nas áreas comuns há uma piscina biológica, churrasqueira, espaço para piqueniques, horta comunitária, parque infantil, bicicletas e carrinhos de mão. Admitem animais de companhia
O QUE NÃO INCLUI | Refeições (com exceção do cesto para o pequeno almoço), mas o Chão do Rio tem parceria com um restaurante local que, mediante encomenda, traz a refeição ao alojamento.
E O PREÇO | Desde 125€ noite, dependendo da tipologia da casa, com reserva obrigatória de um mínimo de 2 noites.
PONTOS FORTES E FRACOS | Ideal para quem procura tranquilidade e sossego. Ambiente familiar e de grande proximidade com a equipa de funcionários/as. Uma ótima proposta para famílias com crianças. Boa opção para teletrabalho. Tem parcerias locais na área da animação (e.g. como massagens à sombra de carvalhos, workshops de fotografia, caminhadas na Serra, passeios a cavalo e passeios no rio em stand up paddle, entre outros).

CONTACTOS 
E-mail: chao.do.rio@chaodorio.pt
Telemóvel: +351 919 523 269
Facebook | Instagram | Site

AS CASAS

É impressão ou as casas estão a sorrir para nós?

As Casas do Chão do Rio são o seu ex-libris. Uma palavra para as definir? Simplicidade.

São oito no total. Casas em pedra de granito, com telhados de giestas e portadas coloridas, que mais parecem casinhas de brincar. Cumeada, Loba, Pastor, Ribeira, Cotovia, Churra, Urze e Fraga são os seus nomes e são uma família. A Cumeada é a matriarca, a casa maior onde tudo começou. É a mais discreta, a que está mais afastada, mas de onde se vê tudo. A Loba, o Pastor, a Ribeira, a Cotovia e a Churra são irmãos/ãs, sempre sorridentes. São parecidas por fora, mas cheias de personalidade lá dentro. A Urze e a Fraga foram um parto tardio e difícil, por isso são inseparáveis e estão mais perto da matriarca. Há que as manter na linha.

são Uma homenagem à cultura e à paisagem pastoris.

Uma vénia à magia da natureza que se faz simples.

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As casas têm (de) tudo. Dão-te as boas-vindas com uma cesta de produtos locais para o pequeno-almoço, recheada de coisas boas. Tens leite, iogurtes, ovos, fiambre, queijo e requeijão fresco. Compota caseira e mel da Serra da Estrela. Café, chá, sumo e o bolo negro de Loriga, típico da região. E se não sabes para que serve o saco de pano que está à entrada de cada uma das casa, espera pelas cinco da tarde, e verás! Todos os dias recebes pão quentinho, acabado de sair do forno de lenha. Haja barriga. A juntar a tudo isto tens, cá fora, um alpendre que transforma a cama de rede no ninho perfeito e, lá dentro, uma lareira que te acalenta a alma.

Há muito de poema nestas casas.

Não conhecemos todas as casas por dentro, mas podemos falar da que nos acolheu. Com a lareira acesa e os olhos sorridentes da Paula, foi assim que fomos recebidos na Casa da Urze, uma das filhas mais novas do conjunto de casas que decoram o Chão do Rio. A Casa da Urze é uma casa feliz, porque vive abraçada à Casa da Fraga. Sozinha, é uma pequena casa com grandes espaços, que pede pé descalço e alma escancarada. Juntas, amplificam a experiência e acolhem até oito pessoas em convívio familiar. Naquele chão de cortiça, o conforto é mestre.

Mas vejam com os vossos olhos…

O ESPAÇO:

da sustentabilidade ambiental ao slow living

Oito hectares de natureza à disposição e, ao peito, a primeira certificação Biosphere Responsible Tourism em Portugal, uma certificação sustentável que é desenvolvida pelo Instituto de Turismo Responsável. Do “chão” à medalha, corre uma história longa, feita de resiliência, daquela que só uma ligação umbilical com a terra pode superar. O Chão do Rio foi severamente afectado pelos incêndios de outubro de 2017 e precisou de mais de oito meses para recuperar e retomar a normalidade. Aprendemos que não há finais felizes sem esforço, dedicação e memória. Como se pode ler no Memorial do Pássaro de Fogo, simbolizado numa Oliveira que foi consumida pelo fogo, mas que se mantém nos jardins do Chão do Rio para que a memória se faça: “Eu sou a memória do fogo ardente, Sou a Consciência do Passado e Presente (…). Neste jardim que das cinzas renasce, Vou tecendo encantos mal o dia nasce…”

Com uma política de sustentabilidade, o Chão do Rio acredita na responsabilidade de respeitar e contribuir para a preservação, recuperação e valorização do meio ambiente natural e da cultura da região, e fazem-no de braços abertos, no compromisso do sonho realizado.

A lista de ações sustentáveis e experiências amigas do ambiente é longa.

Começa logo com a piscina biológica, com a qual ganharam o prémio AHRESP 2019, na categoria Sustentabilidade Ambiental. Entrar numa piscina biológica é como entrar num jardim subaquático, de águas límpidas, onde a vegetação depura a água e garante uma maior oxigenação, enquanto a microfauna trata de eliminar bactérias. Por isso há nenúfares, juncos, caniços e sapos. No período da nossa visita não encontramos a piscina no auge do seu glamour, como já a tínhamos namorado em fotografia, mas tinha sido sujeita a uma intervenção de limpeza. Não havia nenúfares, mas os sapos estavam lá a marcar presença e vida.

Além disso tem uma horta comunitária, um galinheiro amovível, um redil com duas ovelhas amorosas e um hotel para insetos. Zonas para piqueniques e convívios à sombra das árvores que se enraízam por lá. Passeios de bicicleta, trilhos pedestres e sendeiros que nos fazem caminhar no passado da calçada romana, no futuro da “floresta do futuro” (que é um projeto ongoing de plantação de medronheiros, carvalhos e castanheiros autóctones) e até no imaginário dos mundos mágicos da antiga Lusitânia, onde se acreditava que ribeiros, poços e bosques eram portais para outros mundos, guardados por moiras e ninfas. Na redução dos impactos ambientais mais adversos, privilegiam construções sustentáveis, painéis solares, papel reciclado, eco-pontos e sabonetes artesanais.

Levem lá mais um galardão, que os que já ganharam ainda não são suficientes.

E quando colocam baloiços à sombra de árvores e bancos espalhados no meio “do nada”, ou nos incentivam a ir à horta pôr os “pés na terra”, a andar de carrinho de mão ou até a teletrabalhar por lá, o Chão do Rio está a cultivar os princípios do slow living. Saber parar e abrandar é uma arte, aceitar o silêncio como prática de higiene mental é um desafio. Não há melhor App do que aquela que nos reconcilia com a (nossa) Natureza.

ALI TÃO PERTO

O Chão do Rio não é daqueles alojamentos “apenas para ir dormir à noite”. Ele merece e pede permanência, quer pelo que oferece dentro, quer pelo que respira fora. Por isso, numa caminhada a pé ou num passeio de bicicleta, explorem o que por lá há.
Comecem pela aldeia de Travancinha,  que sendo uma povoação com uma história antiga oferece-nos alguns testemunhos desse património cultural (igrejas, alminhas, pelourinhos, cruzeiros, casas com história, caminhos e pontes romanas).

Depois vão até ao marco geodésico, conhecido como “Pilar da Borceda”, onde terão uma vista ampla e aberta sobre quatro grandes serras: Serra da Estrela, do Caramulo, do Açor e de Montemuro. Não se preocupem os mais distraídos, não há como enganar, as placas apontam para onde devemos olhar. Dizem que é um local privilegiado para a observação dos astros, mas enquanto a noite não cai, aproveitem o (enorme) baloiço panorâmico “Entre Serras”, que realça a beleza do lugar… não pelo baloiço, mas pela permanência. E, aqui entre nós, quando nos falta os ares da natureza percebemos que o mais importante é dar balanço à forma como ela nos faz feliz.

Despedimo-nos do Chão do Rio com um até breve, afinal devemos sempre regressar aos lugares onde fomos felizes.

Detalhes
Abril de 2021
Marcelo Andrade @iremviagem
Agradecimentos

Esta visita foi realizada no âmbito de uma parceria com o Chão do Rio, turismo de aldeia.

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