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Ilha do Pico (Açores): O que visitar na ilha montanha

Foram 15 dias, 4 ilhas do Grupo Central: Pico, Faial, São Jorge e Terceira. Uma experiência incrível.

Neste artigo pretendemos falar sobre a nossa experiência na Ilha do Pico. Estivemos 4 dias e queremos partilhar o que mais gostamos de visitar e fazer, onde ficamos a dormir e o que gostamos de comer. No final, deixamos um pequeno guia prático onde compilamos informações úteis que vos ajudem a organizar a vossa viagem.

CONTEÚDOS DO ARTIGO

1. Sobre a Ilha do Pico
2. O nosso TOP 5
– Fazer a “Estrada Longitudinal”
– Subir à Montanha do Pico
– Fazer Observação de Baleias e Golfinhos
– Visitar a “Paisagem da Cultura da Vinha na Ilha do Pico”
– Visitar as Lajes do Pico
3. Outros locais que merecem visita
4. Onde ficar

5. Gastronomia regional e onde (gostamos de) comer
6. Guia Prático

1.
sobre a ilha do pico

A Ilha do Pico é a segunda maior ilha do arquipélago dos Açores, faz parte do Grupo Central que é composto por 5 ilhas: Pico, Faial, São Jorge, Graciosa e Terceira, e é um dos vértices das chamadas “ilhas do triângulo”: Pico, Faial e São Jorge.

É a ilha onde se situa a montanha mais alta de Portugal, o Pico. E foram aqueles 2.351 m de altitude que lhe deram o nome. Não é por acaso que é conhecida como a Ilha Montanha. O Pico é o terceiro maior vulcão do Atlântico e impõe-se na paisagem da ilha de tal forma que é impossível deixar de olhar para ele… em qualquer sítio onde estejas. A Ilha do Pico é nascida da lava e é um exemplo do engenho e da imaginação do homem que conseguiu criar o seu sustento a partir do nada.

O Pico é a mais bela, a mais extraordinária ilha dos Açores, duma beleza que só a ela lhe pertence, duma cor admirável e com um estranho poder de atracção..

Raul Brandão, As Ilhas Desconhecidas, 1926

A área da ilha divide-se por 3 concelhos principais: MadalenaSão Roque e Lajes e, em todas elas, está muito presente, por um lado, a forte tradição baleeira que foi de grande importância para a economia da região até 1986, altura em que a caça ao cachalote foi proibida, e a peculiar paisagem da vinha, que tem dado à Ilha reconhecimento como Património da Humanidade pela UNESCO .

Na Ilha Montanha são realizadas as famosas Festas do Senhor Espírito Santo, que se realizam nos 45 Impérios (que são pequenos edifícios com uma arquitetura distinta) que não deixam ninguém indiferente. Sabia que os residentes do Pico chamam-se Picarotos?

Fonte: https://pt.azoresguide.net/pico/

2.
O nosso top 5

Neste ponto queremos partilhar os lugares e as experiências que mais nos marcaram na Ilha do Pico. Não significa que são as melhores, apenas aquelas que nós emolduramos nas nossas recordações.

Fazer a Estrada Longitudinal

A Estrada Regional n.º 3, também conhecida por ‘Longitudinal’, fica no planalto central da Ilha do Pico. São 23 quilómetros de coisas bonitas. A “Longitudinal” é feita de deslumbramentos e, por isso, está no nosso Top 5 do que não perder numa visita à ilha do Pico. O que destacar?

✔️ Ter uma das maiores retas dos Açores, com cerca de 9 km decorados de hortênsias e vacas sorridentes que, não raras vezes, ocupam a faixa de rodagem em passeios domingueiros.

✔️ É por ela que temos acesso a algumas Lagoas, nomeadamente à Lagoa do Capitão, que nos oferece uma paisagem de postal da ilha.

✔️ Leva-nos à Casa da Montanha, para os destemidos que decidam subir ao ponto mais alto de Portugal, a montanha do Pico.

Lagoa do Capitão
Subir à Montanha do Pico

(Ainda) faz parte da nossa bucket list subir à montanha do Pico, e (ainda) não foi desta. A subida exige boa condição física e nós sabíamos que o joelho da Vera não ia deixar. Com 2351 m de altitude, a maior elevação do território português, o percurso até lá acima é desnivelado e exigente. Mas nós queríamos muito. Então subimos de carro até à Casa da Montanha, que fica a 1230 metros de altitude (e que é o início do percurso) e subimos apenas até à Furna Abrigo, que fica entre as marcas 1 e 2. Dizem que até aqui o declive é pouco acentuado, mas que já dá para perceber o que nos espera a partir dali. Caminhamos cerca de 1000m debaixo de chuva forte e pedras escorregadias, mas quando chegamos lá o  céu abriu e um arco-íris sorriu para nós.

(Ainda) não foi desta, Pico, mas já te conhecemos o sopé e já te medimos o feitio. Espera por nós, que vamos voltar. Afinal um a(i)nda sem i é sempre verbo de movimento.

Ir em Viagem
A vista da Furna Abrigo

Se não tiver muita experiência em montanha, o ideal é procurar a ajuda de guias especializados. A subida à montanha exige reserva e permissão (mesmo para subidas autónomas e sem guia), boa condição física, bom equipamento e, preferencialmente, bom tempo. E não é exagero.

Curiosidade: A Montanha do Pico é um barómetro que pode regular a vida das pessoas ao indicar o lado do vento, conforme a posição das nuvens. “De acordo com o mestre Daniel, antigo piloto da Horta: quando o Pico se apresenta todo limpo é sinal de bom tempo. Se descobre o cume e tem a orná-lo por baixo uma coroa de nuvens baixas é prenúncio de muito bom tempo. Quando pelo contrário as nuvens tapam os cimos então devem-se esperar ventos fortes. O “capelo” é um barrete de nuvens (…) é indício de muita confiança de ventos do quadrante Sudoeste. E se a seguir aparece uma nuvem alongada, partindo das extremidades do cume do Pico para Nordeste, pode ter-se como certo temporal para breve”. Será que é assim?

Fazer a Observação de Baleias e Golfinhos

Fazer a observação de baleias e golfinhos é, para nós, uma das experiências a fazer numa visita aos Açores. Fizemo-la no Pico porque queríamos ir com o Espaço Talassa, fundada pelo francês Serge Viallelle, no início dos anos 90, e que está sediado nas Lages do Pico.  Estivemos cerca de 3 horas no mar e avistamos duas espécies de baleias (cachalote e baleia de bryde) e duas de golfinhos (pintados e moleiros), que nos fizeram soltar muitos wows.

Da radio sai o som que vem da torre de vigia: _um cachalote às 11h, dizem! A lancha sai em velocidade para o local e quando lá chegamos a guia explica as caraterísticas do animal que vamos avistar. Se ele quiser ser visto, claro!  Os golfinhos, esses, parecem estar sempre num parque de diversões, já as baleias são mais reservadas e aparecem quando e como lhes apetece. Gostamos muito do carácter pedagógico e da conduta ética que o Espaço Talassa imprime nas suas viagens, de forma a diminuir a pegada ecológica, e, no final, recebemos uma espécie de certificado com as informações sobre as espécies que avistamos.

Não vimos o salto da baleia, mas aprendemos que nos mares dos Açores há mais de 20 espécies de cetáceos, transformando-os num dos maiores santuários de baleias do mundo. Afinal, “baleia à vista! ” é, hoje, um grito de liberdade (desde 1986 a caça à baleia foi interdita).

Curiosidade:Vigia da Queimada, construída em 1939 e desativada quando a caça aos cetáceos foi proibida no final da década de 80, foi recuperada e, desde 1991, é usada para observação das baleias, direcionando via rádio as embarcações de turismo.

Sugestão: Paralelamente a esta experiência, visite o Museu dos Baleeiros, que fica nas Lajes do Pico, e o Museu da Industria Baleeira, que fica em São Roque (ver descritivo no ponto 2. Outros locais que merecem visita)

Visitar a “Paisagem da Cultura da Vinha na ilha do Pico”

Sempre tivemos curiosidade em saber porque é que o vinho do Pico é tão especial (e caro). Por isso, além de o provar, não podíamos deixar de ir visitar as vinhas e perceber um pouco mais sobre a sua produção.

Descobrimos coisas fantásticas, querem saber?

✔️ Ao conjunto das vinhas chama-se “Paisagem da Cultura da Vinha na Ilha do Pico” e foi classificada, em 2004, como Património da Humanidade pela UNESCO, devido às suas características únicas no mundo.

✔️ Está concentrada em dois sítios – o lajido da Criação Velha e o lajido de Santa Luzia – num extenso campo de lava.

✔️As vinhas são plantadas dentro de muros rectangulares de pedra basaltica, chamados currais, que foram erguidos para proteger as videiras do vento e da água do mar.

✔️ É uma tradição que remonta ao século XV e é visto como uma inspiração. Afinal, onde só havia pedra, os picoenses produziram um produto para seu sustento e de qualidade mundial. É certo que Baco passou por aqui.

✔️É onde se produz o vinho licoroso que os czares da Rússia muito apreciavam.

✔️ Todos os trabalhos nas vinhas são feitos à mão, sem qualquer mecanização

✔️ Tem as uvas mais caras de Portugal e a maior parte deste vinho é exportado.

Baco, definitivamente, anda por aqui!

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Junto às Vinhas da Criação Velha há um moinho tradicional, chamado Moinho do Frade. A cor vermelha, a contrastar com o negro e o verde da paisagem, torna o lugar ainda mais especial. Usufrua.

A juntar a tudo o que dissemos ainda podem fazer o Trilho Pedestre das Vinhas da Criação Velha que é um trilho linear, de 6.9 quilómetros, que segue paralelo à costa em direção ao interior da Ilha. Todo o percurso é marcado pela diversidade paisagística e cultural desta região.

Sugestão: Aconselhamos vivamente que visitem o Centro de Interpretação da Paisagem da Cultura da Vinha e o Museu do Vinho, que contam a história do vinho na ilha, e que façam uma prova de vinho na Adega Vitivinícula da Ilha do Pico (ver descritivo no ponto 2. Outros locais que merecem visita)

Visitar a vila das lajes do pico

Ficamos alojados nas Lajes do Pico e talvez isso nos tenha permitido conhecer esta vila de uma forma mais pormenorizada.

✔️ Tem a melhor vista para a montanha do Pico, e olhe que não é pouca coisa!

✔️ As Lages do Pico foi o primeiro local de povoamento da ilha em 1460.

✔️ É uma vila muito orgulhosa dos seus monumentos, como o Forte de Santa Catarina, o Convento dos Franciscanos e a Igreja de Nossa Senhora da Conceição (atualmente abriga os serviços da Câmara Municipal) ou a Igreja da Santíssima Trindade.

✔️ Tem o Museu dos Baleeiros que é o único no país especializado em baleação artesanal, estacional e costeira.

✔️ Todos os anos, no mês de agosto, realiza a Semana dos Baleeiros, que é maior festa do Concelho.

3.
Outros locais que merecem visita

Identificamos aqui outros locais que achamos que merecem ser visitados. Quem sabe passem a ser o vosso TOP 5.

Vilas de Lajes do Pico, Madalena e São Roque

A Ilha do Pico é dividida administrativamente por 3 concelhos: Lages do Pico, Madalena e São Roque do Pico. Visite os centros históricos, aproveite as suas piscinas naturais, as paisagens da vinha e dos moinhos, a história baleeira e os restaurantes e bares.

Lagoa do Paul e do Caiado

No interior da ilha, a cerca de 10 quilómetros das Lajes do Pico, está a Lagoa do Paul que se junta a mais quatro lagoas – Caiado, Seca, Rosado e do Ilhéu – que formam um conjunto belíssimo de lagoas de grande interesse para quem quiser explorar as ofertas naturais da Ilha. São zonas muito ricas para a observação de pássaros.

Localização: Lajes do Pico

Gruta de Torres

É na ilha do Pico que encontramos um dos maiores tubos lávicos visitáveis do mundo, que se estende por 5150 quilómetros

Localização: Caminho da Gruta das Torres, Criação Velha

Nota: quando visitamos a Ilha não conseguimos bilhetes de entrada na Gruta das Torres por estar lotado até ao final do mês.

Museu do Vinho

Ocupa as antigas instalações do Convento das Carmelitas, e é um museu de memórias e tecnologias agrícolas associadas ao Ciclo do Vinho Verdelho, que domina a paisagem. Há uma “dimensão poética e estética do lugar”, principalmente a mata de dragoeiros, que o torna especial.

Localização: Rua do Carmos, Madalena

Centro de Interpretação da Paisagem da Cultura da Vinha

O grande objetivo deste Centro é ser um ponto de partida para a compreensão da Paisagem Protegida da Cultura da Vinha que é Património da Humanidade. Aqui pode conhecer um pouco da história e fazer uma prova de vinho.

Localização: Rua do Lajido, Santa Luzia, São Roque do Pico

Casa dos Vulcões

É um espaço que nos permite um conhecimento aprofundado dos vulcões dos Açores, com particular destaque para a Montanha do Pico. Oferece-nos duas experiências inesquecíveis, uma é entrar numa capsula que nos leva a fazer uma “viagem” ao centro da Terra. A outra, bem impactante, é experimentar a sensação de um sismo.

Localização: Rua do Lajido, Santa Luzia, São Roque do Pico.

Os Mistérios

Mistérios é o nome dado aos campos de lava que resultaram das quatro erupções históricas que ocorreram depois da povoação da ilha. Os habitante deram este nome porque consideravam as erupções verdadeiros mistérios da natureza, sem explicação. Falamos dos Mistérios da Prainha (ocorrida entre 1562 e 1564), de Santa Luzia (1718), de São João (1718) e da Silveira (1720). Estes Mistérios deram novos contornos à ilha e criaram os lajidos, que são estruturas típicas de vulcanismo, associado a escoadas lávicas muito fluidas. Há também os Arcos do Cachorro que é uma formação rochosa com a configuração do focinho de um cão.

Na erupção do Pico dos Cavaleiros, em 1562, a lava esventrou a terra e dessa cesariana nasceu o “mistério” da Prainha.

Fátima Maldonado, Lava de Espera

Museu dos Baleeiros

Este Museu é especializado na baleação artesanal, estacional e costeira e reúne peças em osso e dente de baleia, assim como diversos apetrechos utilizados na caça à baleia.

Localização: Lajes do Pico

Museu da Industria Baleeira

É uma antiga Fábrica das Armações Baleeiras, constituída em 1942, que articulou dois sistemas produtivos: a caça da baleia (cachalote) e a produção dos seus derivados, como óleo, farinha, adubos e vitaminas. Esta unidade fabril laborou entre 1946 e 1984 e, hoje, oferece-nos um museu de arqueologia industrial, de caráter etnográfico.

Localização: S. Roque do Pico

Santo Amaro

Ao longo dos tempos esta freguesia foi o principal estaleiro naval dos Açores. É aqui que se localiza, também, a Escola de Artesanato e o núcleo expositivo do quotidiano rural.

Localização: S. Roque do Pico

Piscinas naturais

Por toda a ilha há várias piscinas naturais que valem a visita mesmo que o tempo não convide a mergulhos refrescantes. Uma grande parte destas piscinas encontram-se equipadas com infraestruturas de apoio que oferecem mais segurança e um acesso mais fácil aos mergulhos. Piscinas naturais que visitamos e recomendamos: piscina natural da Barca (Madalena); zona balnear do cachorro e piscina natural do Lajido (Madalena), piscina natural de São Roque; Poça das Mujas (Calheta de Nesquim); piscina natural das Lajes do Pico; e piscinas naturais da Criação Velha.

Lajes do Pico

Cella Bar

Um barco? Uma pipa de vinho? Uma baleia encalhada? Um ovni? Estas são as perguntas que te fazes quando chegas ao Cella Bar, tal é a admiração. Vencedor de um prémio internacional de edifício do ano, o Cella Bar é um espaço diferente de qualquer outro e é o local perfeito para veres o por do sol, a saborear um copo de vinho ou um Gin acompanhados por umas tapas regionais. Se for um pouco mais cedo, aproveite e dê uns mergulhos na piscina natural da Barca.

Localização: Lugar da Barca, Madalena

4.
onde ficar

Nós ficamos alojados no Flaminga’s Place, situada no centro das Lajes do Pico, e que recomendamos vivamente. A Tânia e o Rui prepararam uma casa cheia de mimo, totalmente equipada, com enorme bom gosto na decoração. Quando entrar, não vai querer sair! Cá fora, um jardim imenso, com árvores de fruto, uma sala de estar ao ar livre e dois pugs de companhia. A Flaminga’s House é irresistível.

Contactos: Tânia Konvalina-Simas: tania.k.simas@gmail.com

O Pico é uma Ilha grande, não lhe faltarão opções de alojamento, mas se não tiver carro, ou quiser ficar mais perto do aeroporto e/ ou da gare marítima, então opte por ficar alojado na Madalena ou em São Roque. Mas se quiser ter a melhor vista para o Pico, então fique nas Lajes do Pico.

5.
Gastronomia regional e onde (gostamos de) comer

Pela gastronomia, a ilha leva o mar e o prado para o prato.

A ilha do Pico oferece-nos um bom património gastronómico à base de pratos de peixe e marisco autóctone, com destaque para as famosas caldeiradas, o polvo guisado, a linguiça com inhame ou os caldos de peixe, devidamente regado pelo Vinho Verdelho do Pico. A tudo isto junta-se o Queijo do Pico e os figos e uma boa aguardente vinicula.

Sugestão de restaurantes

6.
guia prático

Neste ponto remetemos para o guia que construímos e onde compilamos algumas informações práticas e utilidades que ajudem na organização da sua viagem aos Açores.

Outros artigos sobre os Açores:

Açores: Guia prático pelas Ilhas do Grupo Central

Ilha de São Miguel: dez perguntas… as nossas respostas!

Prometemos voltar: crónica sobre a Ilha de São Miguel

Trilho do Salto do Prego (São Miguel, Açores)

⭐⭐⭐⭐⭐

Esperamos que as nossas sugestões e imagens vos inspirem a ir e ajudem a preparar a viagem.
Sigam as nossas redes sociais e alguma dúvida ou questão, partilhem connosco. Escrevam nos comentários e nós responderemos brevemente.
E já sabem… o importante é IR!

Detalhes
Agosto 2021
Marcelo Andrade, do Ir em Viagem
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