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Roteiro e diário de viagem: Itália (11 dias)

Decidimos fazer uma road trip por Itália. Uma decisão movida por um sonho comum. Vamos? O sim foi em uníssono e o sorriso de orelha a orelha. Começamos a escrevinhar o nosso roteiro… que já não era feito apenas de sonhos, mas de concretizações!! Tudo foi pensado e organizado por nós… até aquilo que não quisemos pensar ou organizar. Fizemos serões maravilhosos a preparar esta viagem, entre gargalhadas, preocupações e um bom copo de vinho.

Tínhamos 11 dias, sabíamos que muita coisa teria de ficar de fora. Traçamos  o seguinte roteiro: ir de avião até Milão. Fazer Verona, Veneza e Florença de comboio.  Alugar um carro em Florença, onde iniciamos a nossa road trip pela Toscana, descendo até à Costa Amalfitana, Pompeia e Nápoles. Reservamos alojamento antecipado em Verona, Veneza, Florença e Nápoles. Na Toscana e na Costa Amalfitana deixamos para reservar na hora. Um pouco arriscado, nós sabemos, mas quando se tem carro e uma tenda, o céu estrelado pode ser sempre uma boa companhia. Roteiro (semi)fechado… como devem ser os roteiros… sempre abertos aos “caprichos” do momento, que foram alguns. Nesta preparação não nos esquecemos do seguro de viagem

Itália
Mapa interativo aqui

Chegou o dia!!

Não vamos falar da greve da Ryanair, nem na compra de novos voos ao triplo do preço, e muito menos de pagar 30€ para fazer um check-in em balcão. Não vamos falar de “derrapagens orçamentais”, nem como o preço das coisas em Itália está pela “hora da morte”. Nem tão pouco da multa que entretanto recebemos por excesso de velocidade. Vamos falar de beleza e de espanto; de pizza, pasta, gelado e lambrusco; de gargalhadas e boa disposição; de um sonho concretizado.

Conteúdos:
Dia 1 – Verona
Dia 2 e 3 – Veneza
Dia 3 e 4 – Florença
Dias 5 a 7 – Pelo interior da Toscana
Dias 8 e 9 – Costa Amalfitana
Dias 10 e 11 – Pompeia e Nápoles


🇮🇹 
Dia 1 – Verona

aviao_318-47309  Voo Porto-Milão
passageiro-vista-frontal-de-comboios_318-44288 Ligação entre Milão – Verona
sleeping-99120_960_720 Dormida:  Intelligent choice – LOFT

Shakespeare escolheu Verona para dar vida à história de amor de Romeu e Julieta, e queremos acreditar que o fez pelo glamour da cidade, feito de um passado histórico e arquitetónico riquíssimo. Verona faz-se bem a pé, por isso não siga um percurso, deixe-se perder na cidade… dizem que o amor pode aparecer ao “virar da esquina”.

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A não perder em Verona: Castelvecchio, Arena Romana, Casa da Julieta (reza a lenda que se passe a mão no seio direito na estátua de Julieta para garantir sorte ao amor), Ponte Pietra, Castel San Pietro, Piazza delle Erbe, Piazza dei Signori.
Dica(s):
› 
Se acordar cedo evitará a enchente de visitantes nos locais mais turísticos (por exemplo na Casa da Julieta).
› A vista sobre a cidade a partir do Castel San Pietro é imperdível.
› Verona é uma cidade que se faz bem a pé.

informacoes-botao-circular-ios-simbolo-7-de-interface_318-33735 Mais informações sobre Verona aqui

 🇮🇹 Dia 2 e 3 – Veneza

passageiro-vista-frontal-de-comboios_318-44288 Ligação Verona – Veneza
sleeping-99120_960_720 Dormida: Residenza Universitaria Gesuiti

Veneza arrebata qualquer um/a e visitá-la é sempre um luxo… seja de gôndola ou de “vaporetto”, seja da janela de um hotel 5 estrelas, ou de uma “osteria” perdida num dos seus inúmeros canais. Ela está lá para ti… e na sua deliciosa beleza, serena e singular, percebes que só ela pode ter sido a inspiração de Vivaldi quando compôs a sua obra-prima “Le quattro stagioni”.

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A não perder em Veneza:
› A Praça de São Marcos, que nos introduz a cidade. Dela acedemos ao Grande Canal, à Basílica e ao Campanário de São Marcos, ao Palácio Ducal, à Ponte dos Suspiros, ao Riva degli Schiavoni.
› A Ponte Rialto, considerada um dos ex-líbris de Veneza e o Mercado de Rialto visto como o coração de Veneza.
› Visitar os bairros de Cannaregio e Castello.
› Passear pelos canais povoados de gôndolas e fazer o grande canal de gôndola ou de vaporetto.
Dica(s):
  › Siga as placas que indicam direções, não há como perder.
  › Se puder, evite visitar Veneza na temporada alta. Ela é sempre movimentada, mas nesta altura torna-se bastante difícil circular pelas estreitas ruas e visitar  os monumentos.
  › Se puder visite as ilhas de Murano, que é reconhecida pela sua longa tradição de fabrico de vidro, e de Burano, repleta de casinhas coloridas. Nós não fomos, mas valerá bem a pena.

informacoes-botao-circular-ios-simbolo-7-de-interface_318-33735 Mais informações sobre Veneza aqui

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 🇮🇹 Dia 3 e 4 – Florença

passageiro-vista-frontal-de-comboios_318-44288 Ligação Veneza – Florença
sleeping-99120_960_720 Dormida: Micro world in the city center

O que dizer de Florença que caiba em palavras e não em suspiros? A cada esquina uma surpresa com história e genialidade artística, não fosse Florença o berço do Renascimento italiano e a capital da Toscana. Conhece-se Florença caminhando pelas suas ruas e praças, atravessando as suas pontes, entrando nas suas igrejas, palácios e galerias… mas o pôr-do-sol, esse, tem lugar marcado na Piazzale Michelangelo. E, lá do alto, com uma vista panorâmica da cidade, Florença (re)nasce todos os dias.

A não perder em Florença:
Piazza del Duomo, que é o coração pulsante da cidade, que tem a Basílica de Santa Maria del Fiore (Duomo de Florença), o batistério de São João, que é um magnífico exemplo do românico florentino.
› A Piazza della Signoria, que representa o centro histórico da vida civil e política. Nesta praça acedemos à Loggia dei Lanzi, à Fonte de Netuno e ao Palazzo Vecchio. Frente ao Palácio, imensas estátuas, incluindo uma cópia do famoso David de Michelangelo.
› Galeria Uffizi, que abriga um dos museus mais importantes do mundo.
› Piazza della Repubblica, onde há cafés típicos e lojas para compras.
Mercato Nuovo, onde encontra a  Porcellino Fountain, que tem a estátua de um javali de bronze. Se lhe atirar uma moeda, dizem que dá boa sorte.
› Basílica de  Santa Croce (e o seu bairro medieval) que tem famosos frescos e os túmulos de ilustres italianos, como  Michelangelo, Galileu ou  Maquiavel.
› Complexo de San Lorenzo e o Convento de  Santa Maria Novella.
› Ponte Vecchio, que liga as margens do rio Arno, com as suas históricas oficinas de ouro.
Do outro lado da ponte, o Palazzo Pitti, um palácio imponente onde residiam as famílias Medici e Lorena. 
› A panorâmica  Piazzale Michelangelo, com uma vista deslumbrante de Florença.
Dica(s):
› Para a entrada nos principais pontos turísticos, recomendamos que compre os bilhetes com antecedência, para evitar as filas enormes (ex. Galerias Uffizzi,  Galeria da Accademia, subida à Cúpula da Catedral).
› Não se esqueça que Florença é um museu a céu aberto, por isso é cheia de tesouros arquitetónicos. Se for com tempo páre e aprecie. Tudo é grande e perfeito. A Renascença nos detalhes.
O pôr-do-sol sobre o Arno, visto a partir da Piazzale Michelangelo, é um momento inesquecível.
› Coma um panini “gigante” no All’Antico Vinaio. Vale a pena a espera.

informacoes-botao-circular-ios-simbolo-7-de-interface_318-33735 Mais informações sobre Florença aqui

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 🇮🇹
 Dias 5 a 7 – Pelo interior da Toscana

Sabes aquele momento em que pegas no carro, pões a tocar a playlist que preparaste e sais estrada fora, de cabelos ao vento (ou quase!!), pelas bucólicas paisagens da Toscana? Foi exatamente assim que aconteceu. “Siamo in Italia”! Gritamos. Visitamos a Toscana com a liberdade do querer. Tínhamos três dias e algumas ideias, este era o nosso roteiro. Permanecemos onde o nosso coração (ou uma boa prova de vinho) nos disse para ficar. Visitamos cidades medievais e vilas antigas. Dançamos nas colinas repletas de vinhas, olivais e nos campos de girassóis. Fotografamos vezes sem conta paisagens que teriam “impressionado” o próprio Monet: casas isoladas, ciprestes que beijam o céu, ruas que parecem serpentes, campos de trigo dourados como o sol. Provamos alguns dos (ditos) melhores vinhos do mundo, deliciamo-nos com uma “bella pasta” e conversamos com as gentes da terra. Toscana é poesia.

informacoes-botao-circular-ios-simbolo-7-de-interface_318-33735 Mais informações sobre a Toscana aqui

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Dia 5
transferir (1) Florença – Castellina in Chianti – San Gimignano – Volterra
Alugamos um carro da Alamo, a partir do site rentalcars.com. 
sleeping-99120_960_720 Dormida: perto de Siena – La Loggia Vila Gloria

“Siena medieval e Florença renascentista se contrapõem na disputa pelo território, mas no final unem-se pelas vinhas”. O ambiente cénico está montado. Vilas medievais, ruas com a magia do tempo que as lendas recriam e colinas cobertas de vinhas. Entre Florença e Siena ergue-se a região do Chianti. Um prazer para os sentidos. A primeira paragem foi em Castellina in Chianti. Não estava no roteiro inicial, seguimos uma dica que nos foi dada por uma pessoa local. Naquele momento percebemos que três dias na Toscana ia ser um desafio hercúleo. Castellina in Chianti é tudo de bom. Seguimos para San Gimignano, um povoado medieval que fica nas colinas da Toscana, a 60 quilómetros de Florença. Dizem que tem o melhor gelado do mundo. Por fim, Volterra, uma cidade de origem etrusca onde tudo é história.

A não perder:
Castellina in Chianti 
preserva ainda a forma quadrilateral da antiga fortificação medieval. O que fazer? Passear pela Via Ferruccio, que é a rua principal; explorar o túnel subterrâneo, chamado Via della Volte, que está repleto de uma variedade de pequenas lojas artísticas e gastronómicas; visitar a fortificação principal, chamada Rocca, e sua enorme torre do século XIV; entrar na  Igreja de San Salvatore.

San Gimignano é uma vila medieval que permaneceu quase intacta desde o fim do século XIV até hoje. Apesar de ser pequena conta com duas ruas principais: a Via San Matteo e a Via San Giovanni e quatro praças: Piazza della Cisterna, Piazza del Duomo, Piazza Pecori e Piazza delle Erbe. O que ver?  As 14 torres medievais que se conservam até hoje (das 58 que foram construídas pelas famílias mais influentes  na época); visitar o Duomo, a Collegiata, o Palazzo Comunale e a Torre Grossa; perder-se pelas estreitas ruas medievais.

Volterra é cercada por muros e tem ruas que parecem recriações históricas da época medieval. A sua arquitetura aparece logo à entrada, nas portas imponentes. O que visitar? A Catedral (século XII) e o Batistério, construído em 989; a Piazza dei Priori onde se encontra o Palazzo dei Priori (século XIII), que é um dos prédios mais antigos de toda a Toscana; a Porta All’Arco, que é uma das seis portas abertas na muralha que cerca Volterra; os diversos museus e igrejas; a Acrópole. Visite as oficinas de artesanato e os objetos de alabastro feitos à mão. Jantamos num lugar de sonho Osteria Vila Felice, que tinha um baloiço da felicidade ❤

Dia 6
transferir (1) Siena – Montalcino
sleeping-99120_960_720 Dormida: Chiantiano Terme – Albergo Villa Gaia

A Toscana fala contigo “olhos nos olhos” e diz-te o que é imperdível. Neste diálogo, visitar Siena é obrigatório pela sua excelente combinação entre arte, história e paisagem natural, que se abre para a região do Val D’Orcia, onde encontramos cidades como Montalcino e Montepulciano. “Um mondo di-vino”, como diz o slogan.

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Como ficamos a dormir perto de Siena, saímos logo pela manhã para visitar esta cidade que é considerada a cidade medieval mais bonita da Itália. Passamos lá a manhã e depois do almoço seguimos para Montalcino, localizada numa colina rodeada pela beleza ímpar do vale dos rios Ombrono, Asso e Orcia. Confessamos que o mais bonito da Toscana é o caminho, por isso nunca tínhamos muita pressa de chegar ao destino… tantas foram as vezes que paramos pelo caminho apenas para contemplar a paisagem.

A não perder:
› O coração de Siena é a sua praça central, conhecida como Piazza del Campo, que  é conhecida pela famosa corrida de cavalos. É grandiosa.  O centro histórico de Siena é Património da UNESCO desde 1995. O que ver? Na praça pode admirar a Fonte Gaia e visitar o Palazzo Pubblico vermelho que dá acesso, através do seu pátio interior, ao Museo Cívico e à Torre del Mangia.  A Piazza del Duomo, o Duomo de Siena que começou a ser construída em meados do século XII e é um representativo da arquitectura gótica italiana, e o Batistério. Santa Maria Della Scala que está localizado mesmo em frente do Duomo. Basílica Catelina San Domenico.

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Montalcino é uma passagem obrigatória no roteiro dos apaixonados por vinho.  O que visitar? La Rocca, que é uma fortaleza de defesa que circunda a cidade (século XIV). Catedral do Santissimo Salvatore, que é o Duomo de Montalcino. Igreja da Madonna del Socorsso, uma igreja com diferentes estilos, construída na época medieval, e ampliada durante o Renascimento, decorada com altares barrocos e completada com fachada de estilo neoclássico. Piazza del Poppolo e Palazzo dei Priori que é o centro político da cidade. Além da visita aos pontos históricos, páre numa das muitas enotecas da cidade para degustar o Brunello di Montalcino (não se assuste com o preço!!) e caminhe pelas suas ruas estreitas de pedra, com portas decoradas. Surpreenda-se com a paisagem. 

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Dia 7
transferir (1) Montepulciano e Sarteano…com um saltinho a Roma
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no carro 🙂 

Desde que começamos a falar sobre a nossa experiência pela Toscana, parece que estamos sempre a falar em vinho… e estamos   não fosse esta uma região conhecida por vinhos mundialmente apreciados, sempre acompanhados da tradição da “boa mesa” italiana e reis nas cidades medievais muralhadas no alto de colinas, que lhe dão o nome. Já passamos pela região do Chianti, do Brunello di Montalcino, faltando o Nobile di Montepulciano.
Montepulciano é uma das referências máximas para quem visita a Toscana, mas não se “veste” para os turistas, e isso torna-a especial. Há algo nela que nos faz parar (n)o tempo. Sarteano foi um acaso feliz. Coroado com as ruínas de um castelo que data de cerca de 1100, surpreende-nos a cada passo. Despedimo-nos das paisagens da Toscana, e num capricho (não programado) fomos namorar Roma à noite. Como sempre, maravilhosa.

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A não perder:
Montepulciano é uma cidade pequena, que respira Idade Média. Apaixonamo-nos pela imperfeição e pela rugosidade das fachadas. O que ver? Pod
e facilmente começar a explorar a cidade, a partir de qualquer um dos seus principais portões: Porta al Prato ou Porta delle FarineO seu centro histórico tem uma rua principal, chamada Corso, cheia de todos os tipos de lojas. Pela rua encontrará uma série de sumptuosos e elegantes palácios, igrejas e edifícios renascentistas. A mesma rua leva-nos até a Piazza Grande. Aqui destaca-se: o Duomo, dedicado a Santa Maria Assunta (construída entre 1592 e 1630), o Poço Medieval, e Palazzo dei Capitano del Popolo. Dentro das muralhas pode visitar também: a Igreja Sant’Agnese com seu imponente portal gótico, a Porta de Gracciano, restaurada em 1500, e a coluna de Marzoccotoda feita de mármore. Uma visita a esta cidade não seria completa se não explorar uma ou mais adegas e provar o “Nobile di Montepulciano”. Fora das muralhas, Igreja de San Biagio, considerada uma obra-prima do renascimento.

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Sarteano esbanja história e tradições. O que é mais importante visitar? Dentro da cidade, a 525 m de altitude, podemos admirar o castelo quadrado do século X de Sarteano, as igrejas de San Martino e Santa Vittoria, a igreja de St. Frances, o convento de Santa Chiara, o Palazzo Cennini, do século XV, e o Palazzo Goti-Fannelli, do século XVI.

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Seguimos para sul. A viagem foi-nos reservando imensas surpresas. Orvieto foi uma delas. Não parámos, porque tínhamos decidido, de ultima hora, parar em Roma, mas ela não nos saiu da retina. Chegamos a Roma. Ambos já tínhamos estado lá, mas não juntos, nem de carro. Deus, que trânsito! Mas, como passar por Roma e não parar? Chegamos pelas 19h00, visitamos os principias pontos turísticos à noite e dormimos no carro. Se quiser saber um pouco mais sobre Roma, leia o nosso post “Perder-se num Museu, assim é visitar Roma: crónicas de viagem”.

 🇮🇹 Dias 8 e 9 – Costa Amalfitana

transferir (1) Sorrento – Positano – Ravello – Amalfi – Maiori – Vietri sul Mare
sleeping-99120_960_720 Dormida no dia 8:  Sorrento – Les Chambre Guest House
sleeping-99120_960_720 Dormida no dia 9:  Maiori –Hotel de Rosa

Rezam as lendas que a Costa Amalfitana é tão bela que os deuses gregos passavam férias lá. Bem, penso que isso foi antes da Costa se ter tornado num lugar tão turístico e massificado  Continua bela, como só ela, mas menos “intimista” e “secreta”, certamente.
A Costa Amalfitana está localizada no sul de Nápoles e compreende 60 quilómetros de litoral entre Sorrento e Salerno. É um recanto da natureza que se conhece percorrendo as estradas estreitas que contornam, recortam e se precipitam sobre penhascos banhados pelas águas azuis do Mar Mediterrâneo. Cada curva, uma surpresa. Casas coloridas esculpidas na rocha, em cenários tirados “de filme”… e aqui Positano é rainha. Pode parecer cliché, mas de facto não nos cansamos de olhar para ela. Mas outras cidades históricas marcam a Costa, como Amalfi, cidade portuária que tem uma catedral lindíssima. Ravello que é conhecida como “la città della Musica”, imaginem! Sorrento com a sua vida e animação noturnas. Capri, que não conhecemos, mas dizem que é um sonho. Mas temos também Vietri sul Mare, Cetara, Maiori, Minori, Conca dei Marini, Praiano… Todas charmosas e perfumadas. Limão…a Costa Amalfitana cheira a limão. Sentem?

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A não perder: A Costa Amalfitana é para ser passeada, mais do que visitada. Por isso, vá e perca-se por lá. Passe pelas 12 cidades, todas elas são pitorescas, coloridas e imperdíveis, à sua maneira. Passeie pelas ruas a pé, desça até à praia e aproveite o sol e as águas quentes. Aprecie os tons de azul do mar, o verde da vegetação, as casas sobrepostas que se agarram à montanha. Fascine-se com as falésias, com as baías e com as praias escondidas… levará para casa a melhor das fotografias. Não se esqueça que a Costa Amalfitana está classificada como património da humanidade pela UNESCO, desde 1997.

informacoes-botao-circular-ios-simbolo-7-de-interface_318-33735 Mais informações sobre a Costa Amalfitana aqui

Dica(s): 

Faça a Costa nas duas direções. É impressionante como a paisagem consegue ser diferente.
› Circular na Costa de carro, não reúne consenso. Se por 
um lado, oferece autonomia nos passeios que queremos dar, por outro lado, o estacionamento é muito complicado e caro. Na época balnear é caótico. Se não quiser pagar tem de deixar o carro a 2 ou 3 quilómetros do local. Se colocar num parque conte que a hora pode oscilar entre 3 a 7 €.  O ideal é alugar uma scooter ou utilizar a linha de autocarros que faz a ligação entre as diferentes cidades.
› Guiar pela Costa Amalfitana é “the ultimate driving experience” 🙂 é preciso ter  reflexos de malabarista, paciência e muita concentração. As curvas são estreitas, mas os carros “locais” não se dão a “dominguices” e circulam com “alguma velocidade”, isso para não falar das motorizadas e dos  autocarros turísticos que bloqueiam a estrada. Lá se vai a caução do carro alugado!!
› As praias são concessionadas e o preço de aluguer do espaço pode chegar aos 30€/ dia, dependendo da zona do areal. Onde podemos estar sem pagar? Nas laterais da praia, que normalmente são espaços pequenos para o número de pessoas que os procuram.
›  Visite a Ilha de Capri. Nós não conseguimos ir, mas ficará para uma próxima.


 🇮🇹
 Dias 10 e 11 – Nápoles

Dia 10
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Paestum – Pompeia
sleeping-99120_960_720 Dormida 2 noites em Nápoles – B&B San Gaetano Bed

Levantamo-nos bem cedo, o dia prometia… cultura. Planos alterados de última hora fizeram-nos rumar mais a sul para visitar Paestum. As suas ruínas são um milagre da permanência… templos gregos do século V a.C., em ótimo estado de conservação. Um pouco do esplendor da Grécia Antiga em Itália. Visitar Paestum permitiu-nos percorrer um pouco da Costa do Cilento, menos explorada pelo turismo e com alguns segredos bem guardados (pareceu-nos), foi uma (boa) surpresa!
Seguimos para Pompeia… a cidade que ressurge das cinzas. Pompeia é o maior sítio arqueológico do mundo aberto ao público e é Património Mundial da UNESCO. O seu tamanho impressiona e enquanto se percorrem as suas ruas e ruínas, a lembrança da enorme tragédia que ali aconteceu faz arrepiar. E ao longe, o Vesúvio continua lá, altivo, para que ninguém se esqueça. Naquele momento, todos/as nos sentimos um pouco Plínio (a única testemunha a deixar registros escritos sobre a erupção que soterrou Pompeia).

A não perder:
› Parque Arqueológico de Paestum é uma herança grega no sul da Itália. Originalmente foi chamada de Poseidonia, mas os romanos deram-lhe o nome atual. O lugar é único. Destaca-se, pela sua grandiosidade e excelente estado, os três templos dóricos: o Templo de Neptuno (530 a.C); o Templo de Atenas (500 a.C) e o Templo de Hera (do ano 530 a.C.).

informacoes-botao-circular-ios-simbolo-7-de-interface_318-33735 Mais informações sobre Paestum aqui

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Templo de Neptuno

Pompeia foi uma cidade da Roma Antiga que ficou sepultada pela grande erupção do Vesúvio no ano 79 d.C. O que ver? À entrada do Parque Arqueológico é dado um mapa das ruínas. Elas são extensas e, apesar de os espaços estarem bem conservados, ler sobre a sua história é fundamental, por isso precisamos de tempo. Atente à calçada por onde vai andar, ela é a mesma que o povo de Pompeia caminhou há dois mil anos atrás. Mesmo em ruínas, é possível perceber o que antes era um templo, uma moradia, um teatro, ou até mesmo um prostíbulo (lupanar, com as suas camas de pedra e pinturas eróticas). Muitos deles conservando, quase intactos, mosaicos e afrescos. No Fórum estão conservados uma grande parte dos restos arqueológicos, dos quais se destacam as figuras de alguns dos corpos petrificados que impressionam pelas diferentes posturas corporais e pelas expressões faciais. “A poesia [de Pompeia] está nos detalhes”.

Dica: Tire um dia para visitar Pompeia, bem precisa (e merece!). Leve consigo um lanche e água. Vá com calçado confortável porque vai andar muito e esteja preparado/a para o clima. O passeio é todo ao ar livre. Nós apanhamos chuva e como não íamos preparados acabamos por não aproveitar bem a visita.

informacoes-botao-circular-ios-simbolo-7-de-interface_318-33735 Mais informações sobre Pompeia aqui

Dia 11 – Nápoles

Para quem passou por lugares como Veneza, Florença ou Roma, chegar a Nápoles é um choque. É tudo aquilo que os estereótipos dizem dela… (parece) uma cidade perigosa, desorganizada e suja, com trânsito caótico, carros amolgados, e prédios em mau estado de conservação e cheio de grafitties. Roupas penduradas nos estendais e pessoas que falam alto e a gesticular. Tudo se passa na rua. Nápoles é uma cidade que vive ainda “na sombra da máfia italiana”. É fácil ter medo, é fácil não gostar. Mas o que provoca o choque inicial é o que lhe dá identidade, e Nápoles é uma cidade cheia de personalidade. Para uns, “ou se ama ou se odeia”, para nós, “primeiro estranha-se, e depois entranha-se”. Entranha-se no momento em que deixamos de a comparar com outras cidades. Entranha-se quando comemos as melhores pizzas do mundo, sentados na soleira de uma qualquer porta. Entranha-se quando percebemos que a beleza está na sua desorganização e imperfeição. Nápoles vive a vida de perto, e é aí que está a sua beleza.

A não perder em Nápoles:
As ruelas do Centro Histórico que são um verdadeiro labirinto: estreitas, cheias de gente, pessoas a falar alto e motas que passam a grande velocidade a buzinar. De entre as várias ruas não perca a Spaccanapoli, chamada oficialmente de Via Benedetto Croce, a Via dei Tribunali e a Via San Gregorio. A Via Toledo é onde ficam as lojas.
› Duomo – Cattedrale di Santa Maria Assunta, datada do século IV.
Galerias subterrâneas de Napole Sotterana (tem mais de 600 mil metros quadrados de túneis, aquedutos e catacumbas que datam do século 8 a.C.) e o Museu Arqueológico Nacional, que possui uma grande quantidade de objetos recuperados de Pompeia.
Bairro Espanhol ou Quartieri Spagnoli é uma das zonas da cidade mais autênticas. Roupa a secar nos estendais, pessoas que falam de umas varandas para as outras, crianças que correm pelas ruas. Tem passado de criminalidade, hoje é um ponto turístico.

› Galeria Humberto I, que é parecida com a  Galeria Vittorio Emanuele II de Milão; e a Praça do Plebiscito, que tem 25 mil metros quadrados e alguns dos principais edifícios históricos a visitar: o Palácio Real, a Basílica de San Francesco di Paola, o Palazzo Sallerno e o Palazzo della Prefettura.
› Estação de Metro de Toledo.
›  Se quiser fazer uma rota pelos castelos medievais, visite o Castel Nuovo, construído em 1279, e que funciona, hoje, como Museu Cívico da Cidade de Napoli;  
o Castel dell’Ovo, o mais antigo da cidade, que se encontra numa ilha no mar Tirreno.
Nápoles é sinónimo de pizza. A melhor come-se na L’Antica Pizzeria Da Michele (há sempre filas enormes e serve-se apenas dois sabores de pizza napolitana: a ‘Marinara’ e a  ‘Margherita’), na Pizzeria Gino Sorbillo (pizza fritta) e na Pizzeria Di Matteo. Atenção que à noite, as filas sucedem-se à porta dos restaurantes mais populares.
›  
O centro nevrálgico da animação acontece na Piazza Bellini. Praça apinhada de jovens, ouve-se música de diferentes estilos. Não há mão que não tenha uma garrafa de cerveja.
Visitar o vulcão Vesúvio que está dentro de um parque nacional fantástico. Registe que é possível percorrer trilhos a pé até chegar ao topo do vulcão.

informacoes-botao-circular-ios-simbolo-7-de-interface_318-33735 Mais informações sobre Nápoles aqui

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aviao_318-47309  Voo Nápoles – Porto

E assim regressamos. Fizemos uma viagem de sonho… porque foi a NOSSA viagem e o NOSSO sonho. E nela houve tudo aquilo que nos faz feliz!

 


simbolo-interface-de-calendario_318-58183 Visita realizada em agosto de 2018
camera-photo_318-72639 Fotografia de Marcelo Andrade @iremviagem

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Somos um casal português que adora viajar. Conhecemo-nos em viagem e partilhamos o mesmo lema: o que interessa é IR, e nesse ir somos sempre mais nós. É neste espírito que nasce o Ir em Viagem, um espaço de partilha das nossas aventuras e experiências em viagem.

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