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Parque Natural da serra de São Mamede: por um alentejo montanhoso

Engane-se quem pensa que o Alentejo são só grande planícies, estradas de perder o olho, ou as belas praias da costa Vicentina. No Alto Alentejo podemos encontrar um Parque Natural que contraria tudo isso que associamos ao Alentejo. Chama-se Parque Natural da Serra de São Mamede.

O que nos oferece este Parque Natural? O que é que não podemos deixar de visitar e fazer?

Vamos deixar aqui algumas sugestões de visita, bastante diversas, para que possa experimentar um pouco de tudo. Mas não se esqueça que está num Parque Natural, por isso, a regra é perder-se por lá. Fazer caminhadas e andar devagar faz parte do passeio e da viagem.

Ai que prazer estar perdido


Na Serra de São Mamede

Onde há sempre uma ribeira

Que só de olhar mata a sede

Onde há sempre um caminho

À espera de ser andado

E onde o branco das casas

Faz contraste no telhado (…)

BALADA DA SERRA DE SÃO MAMEDE, José do Carmo Francisco

conteúdos

1. Parque Natural da Serra de São Mamede: natureza e cultura
2. Castelos, Fortalezas e muita história
– “De Marvão, vê-se o mundo todo”
– Castelo de Vide, a “Sintra do Alentejo”
– Alegrete, alegra-nos o coração
– “All aboard” em Beirã
3. Ir a banhos!
– Há cascatas no Alentejo?
– Barragens, albufeiras e muita tranquilidade

1. parque natural da serra de são mamede: natureza e cultura

O Parque Natural da Serra de São Mamede, que se estende pela serra homónima, situa-se no Distrito de Portalegre e abrange parte dos concelhos de Arronches, Castelo de Vide, Marvão e Portalegre, fazendo fronteira com Espanha. Cobrindo 31.750 hectares, este Alentejo montanhoso tem o seu ponto mais alto a 1025 m de altitude (Pico de São Mamede). Suba ao Pico de São Mamede e observe e fotografe a paisagem, de onde se vislumbram as alturas da Serra da Estrela e boa parte da Extremadura Espanhola.

Uma das suas grandes riquezas é a fauna e a flora. Aqui podemos encontrar veados, javalis, grifos, milhafres, abutres, ginetas e lontras. Sabiam que nesta reserva natural podemos encontrar uma das maiores colónias de morcegos da Europa? Uma “pequena Transilvânia” tão perto de nós! A flora, essa, é variada. No norte do Parque encontramos mais carvalhos e castanheiros e a sul, sobreiros e azinheiras.

Para descobrir esta área protegida, o Parque propõe cinco percursos pedestres já traçados e, espantem-se, alguns deles podem levar-nos a algumas bonitas cascatas.

A par desta natureza viçosa, e com uma localização privilegiada na zona raiana, o Parque oferece-nos, também, milénios de história e património arquitetónico. Gravuras rupestres, antas e menires, núcleos urbanos históricos, como Marvão e Castelo de Vide, castelos medievais como o de Alegrete, e ruínas romanas como as da cidade de Ammaia.

E se a tudo isto juntarmos a gastronomia e sabores característicos do alentejo? A açorda alentejana, as migas com entrecosto, o ensopado de borrego, os pratos de caça, os pezinhos de coentrada, a alhada de cação, a boleima ou a sericaia com ameixas. Depois de tudo isto, só mesmo a “sombra de um chaparro” para (s)acudir a sonolência.

2. castelos, fortalezas e muita história

“de MARVÃO, vê-se o mundo todo”

O seu lugar estratégico, levou Marvão a uma forte ligação com batalhas, conquistas e reconquistas, marcando a história de Portugal. Deve o seu nome à expressão “marúan”, de origem árabe. Guarda as riquezas do império romano, como pontes, torres, calçada e a majestosa cidade de Ammaia que foi mandada construir pelo Imperador Augusto. Conta a história das batalhas de D. Afonso Henriques contra os mouros, no século XII, e de como D. Dinis toma posse do Castelo, fortificando-o e fazendo dele um ponto de defesa contra qualquer invasão.

Marvão não tem fortaleza, ela é a fortaleza.

Com tanta história entranhada nas pedras e na calçada, Marvão pede tempo. Percorra as ruas, aprecie os detalhes do casario, dos monumentos e descanse nos seus jardins, tão bem cuidados. Visite o convento gótico da Senhora da Estrela, as Igrejas de Santiago, Espírito Santo e Santa Maria. Nesta última, é possível visitar o Museu Municipal que conta a história da vila ao longo dos séculos.

Entre mais uma rua, um pelourinho manuelino, um arco gótico, chegamos ao Castelo. Logo à entrada, visite a Cisterna. Dez metros de altura por quarenta e seis de comprimento. Dizem que na altura daria, à população, uma autonomia de água para 6 meses. Impressionante. Cá fora, percorra as muralhas e suba à torre de menagem. A 860 metros de altitude, com encostas escarpadas, “de Marvão vê-se a terra quase toda”, diz Saramago. A Serra de São Mamede perde-se no horizonte, e nós no som dos pássaros que planam por lá, como se o tempo não tivesse tempo.

É, sem dúvida, uma das mais bonitas vilas alentejanas .

A dois passos de Marvão, podemos visitar as ruínas da antiga cidade romana de Ammaia, que ficou perdida no vale da Aramanha, até ao século passado. Desde 1995, está a ser escavada e investigada por cientistas de todo o mundo. Estas escavações colocaram a descoberto cerca de 3.000 m2, mas estima-se que o tamanho original da cidade seja de cerca de vinte hectares.

À saída de Marvão pare em Portagem, uma pitoresca povoação rural cheia de vida. Sim, leu bem! Cheia de vida. Como tem praia fluvial e um Centro de Lazer com infra-estruturas como piscina, polidesportivo, parque infantil e um circuito de manutenção, no verão, Portagem enche-se de vida. À noite, tem bares, cafés, barraquinhas de rua e uma vista inacreditável para Marvão que, iluminada, mostra bem lá no alto a sua imponência. Além disso, Portagem tem, também, dois monumentos notáveis: a granítica Ponte Velha, mais conhecida como Ponte Romana, e a Torre Militar Medieval. Daqui saem várias opções de percursos pedestres, nomeadamente por antigos trilhos romanos.

O que dizer da estrada que liga Marvão a Castelo de Vide? Obrigatória, fotogénica e irresistível a uma fotografia. Conhecida como a Alameda das Árvores, na EN 246-1, esta estrada forma um túnel ladeado por Freixos centenários pintados com cal branca.

Dica: Se estiver a viajar de autocaravana/ campervan, Portagem é um bom local para pernoitar. Se tiver oportunidade, visite Marvão ao final do dia e espere pelo por-do-sol. É inacreditável.

catelo de vide, a “sintra do alentejo”

A cerca de 10 quilómetros de Marvão, pela N246 chega a Castelo de Vide. Ao lançar-se à descoberta desta vila, a única certeza que lhe damos é que o/a vai surpreender. Falamos de séculos de história que estão presentes na calçada das ruas e ruelas, na arquitetura, nos monumentos, no artesanato (bordados, cestaria, cortiça) e nas pessoas.

Em Castelo de Vide vale a pena perder-se pela Judiaria do Castelo, que fica entre o Castelo e a Fonte da Vila, e visitar a Sinagoga que é, atualmente, um museu dedicado à história da comunidade judaica. Encontrará aqui um dos locais mais marcados pela presença judaica em Portugal. Em 1492 muitas famílias de judeus refugiaram-se nesta região, fugidas de Espanha por ordem dos reis católicos.

O Castelo também não nos deixa indiferentes, por vários motivos. Um tem a ver com a sua arquitectura militar medieval e abaluartada, que o torna “dono de si próprio” e das suas conquistas. Não tivesse Salgueiro Maia, um dos principais nomes do 25 de abril, nascido nesta vila. Outro motivo prende-se com as vistas sobre a vila e o Parque Natural da Serra de São Mamede. Mas o que mais nos impactou foram os diálogos singulares que ele faz com os mais de dois quilómetros de muralha que o circundam. Entre o castelo e as muralhas temos um casario palpitante, decorado de pequenos jardins e canteiros de flores coloridas, cuidados com amor (apesar da necessidade evidente de trabalhos de renovações da muralha, à data da visita).  Uma representação, em ponto pequeno, do que é a vila, com os seus jardins, vegetação abundante, campos de lavanda e clima mais ameno, que lhe concedeu o título de “Sintra do Alentejo”.

A abundância de vegetação, o clima ameno e a proximidade da Serra de São Mamede tornou-a conhecida por Sintra do Alentejo.

Mas a Vila pede que continuemos a descoberta.

Entre o entrelaçar das suas ruas e recantos chegamos ao centro histórico, onde, mais uma vez, a pujança arquitetónica se destaca. E aqui, o aplauso vai para a setecentista Igreja Matriz Santa Maria da Devesa, que partilha vizinhança com a Estátua Dom Pedro V, rei que deu foral à vila de Castelo de Vide. A praça que a circunda faz jus ao tamanho da Igreja, que se ergue majestosa de entre o casario.

E as fontes de água? São 14 no total. Uma das riquezas naturais de Castelo de Vide são as suas águas com propriedades terapêuticas, o que levou, ao longo dos tempos, à criação de pequenos pontos e espaços termais. Damos destaque, aqui, a duas fontes: a Fonte da Vila, que está classificado como IIP desde 1953, quer pelo seu valor artístico, quer pelo conjunto arquitetónico e urbanístico em que está inserida; e a Fonte da Mealhada pela sua lenda – “quem dessa água beber, voltará a Castelo de Vide para casar”. Beber ou não beber? Fica à escolha de cada um/a!

Não venha embora sem comprar uma recordação do artesanato local, que é feito de coisas simples, mas graciosas. Uma evocação ao passado, com nomes da terra. Quer uma sugestão? Traga um “cocho” ou “cocharro” de cortiça, que era utilizado para beber água durante os trabalhos do campo, ou um “tarro” que é um tacho feito de cortiça com tampa, onde os pastores transportavam o almoço. Quem nos explicou tudo isto foi a proprietária da casa de artesanato – Portugal d’Alma – onde nos demoramos à conversa. De voz serena e palavras pausadas, mas também preocupadas, falou-nos sobre as vantagens de viver na região, mas também sobre o peso da interioridade. Mas foi a história sobre a Fábrica Robinson, uma indústria corticeira instalada em Portalegre desde 1837, e que laborou até 2009, que nos fixou a atenção. Considerada o maior complexo de arqueologia industrial da Península Ibérica, está, hoje, abandonada e degradada.

_ Como podemos pôr perigo uma parte fundamental da memória de Portalegre, do Alentejo e da indústria corticeira em Portugal e no mundo? Esta fábrica é um valioso património de arqueologia industrial! Dizia-nos num tom irritado… mas suave.

A verdade é que ficamos cheios de curiosidade em conhecer esta fábrica, que fica em Portalegre. Infelizmente, não tivemos oportunidade de visitar nem a cidade, nem a fábrica. O que significa que vamos ter de voltar. Entretanto, deixamos esta dica de visita. Dizem que Portalegre tem bonitos vestígios do seu passado medieval – castelo, palácios, solares, casas brasonadas e conventos – e uma vibrante tradição de tapeçaria. E, como escreve José Régio, na Toada de Portalegre:

“Em Portalegre, cidade
Do Alto Alentejo, cercada
De serras, ventos, penhascos e sobreiros
Era uma bela varanda,
Naquela bela janela!”

Dica: A cinco quilómetros de Castelo de Vide pode visitar o Parque Megalítico dos Coureleiros ou Necrópole Megalítica de Coureleiros que é constituído por cinco Antas, datadas provavelmente dos III e IV milénios a.C.; e a 13 quilómetros o Menir da Meada, que é o maior da Península Ibérica, com cerca de 4 metros de altura a partir do solo. Foi descoberto em 1965 e é, também, Monumento Nacional.

alegrete, alegra-nos o coração

Situado na fronteira com a Espanha, reza a história que Alegrete foi umas das fortificações mais importantes na história e desenvolvimento do Alentejo e de Portugal, desempenhando um importante papel nas guerras contra Castela.

À chegada, estacione o carro na Praça do coreto e percorra as tranquilas ruelas da aldeia. O branco e amarelo predominam no casario que desfila vaidoso pela vila. O que visitar? A bonita Igreja Matriz do século XVI, as Capelas de São Pedro e da Misericórdia, dos séculos XV e XVII, respetivamente, e a Torre do Relógio junto à Igreja Matriz, datada do século XVII. Mas o ex-libris da Vila de Alegrete é o seu Castelo, estrategicamente localizado, com uma vista imponente para Parque Natural da Serra de São Mamede. As origens do Castelo permanecem obscuras. Só entrou nos nossos registos informativos no século XIII, aquando do Tratado de Badajoz, e foi classificado como Monumento Nacional em 1946.

“All aboard” em Beirã

Bem-vindos/as a Beirã (não a Beirais)

Quem viaja pelo interior do país tropeça, muitas vezes, em estações de caminho-de-ferro abandonadas. Locais que, outrora, foram muito importantes para o desenvolvimento daquelas regiões. É impossível ficar indiferente à arquitetura, aos painéis de azulejos lindíssimos, à sinalética indicando as salas de espera de 1.º e 2.º classe, o gabinete do chefe de estação ou a sala do telégrafo. Quantos sonhos encerram, quantos fantasmas escondem, quanta história têm para contar?

Algumas estações de comboio desativadas andam por aí a ganhar (a) vida. Viraram hóteis/ hostels, museus, espaços culturais e ecopistas. E ainda bem! Imaginam que fantástico era se houvesse um projeto nacional em torno da ideia de recuperar, desenvolver e promover as estações ferroviárias desativadas por todo o país? “All aboard”, era o nome que lhe daríamos! Um trabalho em rede que potenciasse a experiência do regresso no tempo, quando os caminhos de ferro ocupavam um lugar central na sociedade.

Assim é a antiga estação de comboios Marvão-Beirã (criada no séc. XIX e classificada como Património Arquitectónico) onde está localizada a Train Spot Guesthouse, um exemplo desse investimento (privado). O espaço ficou incrível. Durante a nossa visita não conseguimos ficar lá alojados, mas fizemos questão de passar para conhecer o projeto. Ficou incrível! Já dissemos isso, não foi? Mas, de facto, ficou incrível.

Suba a bordo e faça desta estação a sua casa.

Train Spot Guesthouse

Se ficar lá alojado, aproveite os vários programas culturais e de aventura saudável que o próprio alojamento disponibiliza. Mas não perca a oportunidade de pedalar sobre a linha de comboio e mergulhar na beleza das paisagens do Parque Natural da Serra de São Mamede com o Rail Bike Marvão. Como eles dizem, “uma forma segura, original e divertida de viajar entre sobreiros, carvalhos, vida selvagem e belíssimas vistas sobre as vilas históricas de Marvão e Castelo de Vide”, passando pela antiga estação de comboios Marvão-Beirã.

Do alpendre da estação já não se vêem os comboios a passar, mas ainda se ouve “all aboard”!!

3. ir a banhos!

há cascatas no alentejo?

Quando falamos em cascatas, seguramente que não nos passaria pela cabeça o Alentejo. Mas sim, aqui também encontramos bonitas cascatas. No Parque Natural da Serra de São Mamede são quatro as mais conhecidas: a Cascata do Pego do Inferno (Cascata dos Mosteiros), a Cascata Ribeira de Arronches, a Cascata de São Julião (ou do Monte Sete) e a Cascata da Cabroeira (ou Cascata da Rabaça). Na nossa passagem pela região, visitamos apenas esta última – a Cascata da Cabroeira – que fica bem na fronteira com Espanha, depois da aldeia de Rabaça. Quando chegamos à aldeia, tem de percorrer a pé um trilho de cerca de um quilómetro em terra batida. Encontrará um penhasco e nele este pequeno tesouro.

Dica: Nem sempre é fácil encontrarmos estes locais, por isso, deixamos aqui as coordenadas de GPS das três cascatas:
Cascata do Pego do Inferno ( Latitude: 39°11’52.0″N | Longitude: 7°17’11.0″W)
– Cascata da Ribeira de Arronches (Latitude: 39°17’42.1″N | Longitude: 7°20’15.2″W)
– Cascata de São Julião (Latitude: 39°18’57.5″N | Longitude: 7°19’54.3″W)
– Cascata da Cabroeira (Latitude: 39°17’42.1″N | Longitude: 7°20’15.2″W)

barragens, albufeiras e muita tranquilidade

A cerca de doze quilómetros a norte de Castelo de Vide encontramos a Barragem da Póvoas e Meadas que forma uma albufeira, de águas quentes (no verão) e tranquilas, com uma envolvência natural de grande beleza. O silêncio impera. Andou de “boca em boca” por causa do famoso Festival Andanças, mas é a tranquilidade que oferece que a torna especial. Permite fazer passeios a pé e de bicicleta, fazer observação de aves e, à noite, olhar o céu, o melhor céu do mundo para apreciar as estrelas. Mal sabíamos nós que o melhor ainda estava para vir (no Alqueva).

Esta albufeira gastou-nos os adjetivos.

Há também a Barragem da Apartadura, que se encontra a cerca de 10 quilómetros para sul de Marvão (pela EN1039), que foi construída nos anos 90 e é, hoje, uma reserva fluvial, preservada, onde se pode praticar desportos náuticos sem motor. É um bom local para se fazer piqueniques, desfrutar da natureza e pernoitar em autocaravana.

O Parque Natural da Serra de São Mamede é um mimo que nos devemos oferecer, até porque…

(…) Ai que prazer estar perdido

Na Serra de São Mamede

Onde o relógio não corre

E pára se a gente pede

Onde o tempo dura mais

E o olhar tem amplitude

Onde o andar não desgasta

E o cansaço é mais saúde

BALADA DA SERRA DE SÃO MAMEDE, José do Carmo Francisco

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Nota informativa

Esta visita esteve integrada numa viagem maior que fizemos em agosto de 2020, numa campervan alugada, pela raia portuguesa, a que demos o nome de Ir em viagem pela raia. Quinze dias, de Trás os Montes ao Algarve, sempre perto da fronteira, percorrendo parques naturais, aldeias históricas e praias fluviais. O facto de termos feito uma roadtrip em campervan levou-nos a explorar menos as ofertas de alojamento e restauração das regiões por onde passamos.

Esperamos que as nossas sugestões e imagens vos inspirem a ir e ajudem a preparar a viagem. Alguma dúvida ou questão, partilhem connosco. Escrevam nos comentários e nós responderemos brevemente.
E já sabem… o importante é IR!

Detalhes
Agosto 2020
Marcelo Andrade @iremviagem
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