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Etapa 5: Pontevedra – Caldas de Reis

Distância e duração: 23 quilómetros, +/- 6 horas
Mais interessante: ligação e reencontro com os peregrinos que nos acompanham nas diferentes etapas. O caminho é para todas as idades e os mais velhos mostram-nos caminho… parece que voam. E o albergue (excelente preço-qualidade)
Mais difícil: muita exposição ao sol e não haver entre Pontevedra e Barro (10km) locais para reabastecimento de água e comida.
Aprendizagens: esqueçam o voltaren… O alvarinho no Furancho do Barosa é o remédio (dá-te asas!!)

 

Dicas úteis
Nunca devemos descurar o calçado e a roupa a levar. Deixamos aqui algumas sugestões do tipo de material que utilizamos: botas, meias, calças moduláveis, impermeável adaptado a quem leva mochila.
– Leia o nosso artigo sobre “O nosso caminho para Santiago: escolhas e questões práticas”

#caminho Português de Santiago #caminho central #maio2018

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A saída de Pontevedra faz-se pela ponte milenária O Burgo que, vaidosa e acordada pelos primeiros raios de sol da manhã, refletia a sua imagem no Rio Lérez.


Esta Etapa não é difícil, nem das mais bonitas. Andamos cerca de 10 quilómetros por bosques, caminhos de terra e estradões. Neste percurso não há locais para reabastecimento de água ou comida, por isso recomendamos que se saia de Pontevedra já preparado. Aqui e ali, no meio do nada, encontramos uma ou duas máquinas de vending.

O descanso faz-se chegando à povoação de Barro que nos oferece locais para tomarmos ou reforçarmos o pequeno almoço. Para quem quiser ficar, também tem um albergue. Levando o provérbio “una tortuga conoce mejor el camino que una liebre” à letra, descansamos por meia hora, na Pousada do Peregrino, aproveitando o sol e a alegria do Caminho. Em cada mesa, uma nacionalidade, mas o mesmo espírito.

A partir daqui o percurso é feito entre estradas (N550), caminhos de terra e pequenos carreiros. Num desses carreiros, seis quilómetros à frente da povoação de Barro, numa garagem improvisada, o Furancho do Barosa. Um espaço com características peculiares, como o seu dono, onde se bebe um ótimo vinho albariño caseiro e se come uma boa comida caseira. Vais à cozinha e escolhes… entre tábuas de enchidos e queijo, empanadas diversas, sopa e sandes. Uma paragem obrigatória.

Esta Etapa não é difícil, nem das mais bonitas, mas foi uma Etapa inesquecível. Sem dúvida não existe Caminho certo ou errado, há o nosso Caminho, que construímos em cada uma da Etapas. E nesta, essa certeza ganhou forma.

Chegamos a Caldas de Reis, atravessamos a ponte sobre o Rio Umia e seguimos as indicações para o Albergue O Cruceiro, onde prenoitamos. Um albergue que recomendamos vivamente, com uma óptima relação qualidade-preço. Bons quartos, boas áreas comuns de apoio. Jantamos por 10€/ pessoa um menu do dia bastante completo (sopa, prato, bebida, sobremesa e café), e de manhã tomamos um pequeno almoço bem composto, por 3,5€/ pessoa (sumo laranja natural, meia de leite e torradas).

Como chegamos cedo, saímos para conhecer um pouco da cidade termal de Caldas de Reis. Visitamos a Catedral, passamos pela ponte medieval sobre o rio Bermaña, onde se situa o Albergue Municipal e passeamos pelas ruas e pela marginal junto ao Rio Umia. Infelizmente, não fomos confortar os pés nas águas quentes da famosa fonte termal de Las Burgas, uma experiência que não devem deixar passar.

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Detalhes
maio de 2018
Marcelo Andrade @iremviagem
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