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Etapa 1: Ponte de Lima – Rubiães

⏳ Distância e duração: 19 quilómetros, 5 horas
???? Mais interessante: começar a descobrir o que é o “Caminho”, e ter como saudação “bon camino”.
???? Mais difícil: a subida da serra da Labruja.
????Aprendizagens: quando dormires num espaço com mais de 20 pessoas… nunca te esqueças dos tampões ou dos phones para os ouvidos.

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????#caminho Português de Santiago #caminho central #maio2018

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“Não deixes que o Caminho passe por ti e torna-te parte do Caminho…”. Este era o espírito, e foi com ele que iniciamos o Caminho.

Começamos em Ponte de Lima. Dormimos no Old Vilage Hostel e às 7h30 já estávamos na estrada. Cruzamos a vila, no silêncio da manhã, passamos a ponte medieval e, saudados pela imagem de Santiago, seguimos o nosso caminho.

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Dezanove quilómetros era o que nos esperava. No geral, uma etapa pequena, mas dura, uma vez que 7 dos 19 quilómetros são feitos pela serra. O que tem de dura, tem de bela. Não apenas a beleza da paisagem, mas a beleza de quem começa o Caminho e, a cada passo, começa a ressignificá-lo. Peregrinos de todas as nacionalidades, a  pé ou de bicicleta, a saudação é única: Bon Camino! Quando não há pessoas, há setas amarelas no chão, nos muros, nos postos de eletricidade, nas árvores…indicam-nos o caminho e quando passamos por elas parece que ouvimos Bon Camino!

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Aos poucos, quase sem te aperceberes, o caminho começa a ficar mais difícil. O percurso, entre pedras soltas e declives acentuados, começa a tornar a tua mochila um pouco mais pesada. É importante que vás parando. Não interessa se em algum café, para te reabasteceres, ou sentado/a no chão para descansares. A subida da Serra da Labruja é exigente, e isso é uma verdade incontornável.

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Pelo caminho vamos encontrando mariolas ou aglomerados de pedras escritas com nomes, datas ou mensagens relativas ao Caminho, em diferentes línguas. Em alguns locais, como na Cruz dos Franceses (ou Cruz dos Mortos), às pedras juntam-se fotografias, cartões de visita, colares, vieiras, botas… dispostas de forma desorganizada. A sensação chega a ser um pouco estranha. Talvez para que não nos esqueçamos do que representa, a emboscada feita pela população local ao exército francês de Napoleão, na invasão de 1809. Talvez para que não nos esqueçamos que a vida é feita de  dificuldades e de triunfos.

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No ponto mais alto, o descanso tem sabor a alívio. Sentamo-nos a apreciar a paisagem. Descalçamo-nos… e o vento, bem sereno, faz-nos cócegas nos pés. A todo o momento há peregrinos a chegar e a sair. Até Rubiães é sempre a descer. A melhor das notícias (exceto para o joelho da Vera!). Seguimos caminho. Queríamos chegar a Rubiães a uma boa hora para arranjar lugar no albergue municipal. Conseguimos (5€/ pessoa; 6€ se quiseres resguardo para o colchão e almofada). É uma experiência a ter e a reter, apesar de teres, perto dali, albergues privados bastante recomendados.

Camaratas com 30 camas, dispostas em beliches. Todos os espaços são comuns e preparados para as necessidades dos peregrinos (cozinha equipada, máquinas de lavar e secar roupa, espaços de descanso e lazer…). Cá fora, a roupa estendida dança ao ritmo do vento e descansa de mais uma etapa. À chegada deixas a botas num armário e os chinelos passam a ser o teu melhor amigo. Adoramos as espreguiçadeiras que o albergue tem na parte traseira, onde dormimos um sono abençoado pelo sol. Silêncio, verde, campo… é o quadro que se desenha à nossa frente. Ao lado do albergue há um pequeno café e mini-mercado, e a uns 800 metros tem um restaurante e um supermercado. Fizemos umas compras, jantamos na sala comum do albergue, confraternizamos, e fomo-nos deitar. No dia seguinte queríamos sair cedo, mas sabíamos o desafio que nos esperava… dormir numa camarata com 30 pessoas. Entre phones e tampões lá fomos sobrevivendo.

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Detalhes
maio de 2018
Marcelo Andrade @iremviagem
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