Etapa 4: Redondela – Pontevedra

⏳ Distância e duração: 23 quilómetros, +/ – 6 horas
😀 
Mais interessante: toda a etapa é bonita: bosque, floresta, parques… no meio e no fim do percurso, muita história. A “Movida” de Pontevedra.
😒 Mais difícil: nada a assinalar 🤗 talvez resistir a um café com churros, que não resistimos 😂
🤔 Aprendizagens: fazer mais paragens durante o caminho para diminuir o peso dos km que se acumulam.

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👫 #caminho Português de Santiago #caminho central #maio2018

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“Os milagres acontecem todos os dias, basta ter a mente e coração abertos”. Esta era a mensagem do nosso livro-guia para esta Etapa. Não podia ser mais apropriada. A Vera não acreditava que depois da etapa anterior conseguisse caminhar no dia seguinte. A verdade é que a alvorada foi enérgica e cheia de renovada força.

Esta etapa, apesar de longa, não representa grandes dificuldades, mas é imensamente bonita. Bosques, florestas e parques… no meio e no fim muita História.
A saída de Redondela brindou-nos logo com uma zona de bosque que sobe até ao Alto da Lomba e que é cheia de pequenas surpresas. Bem lá de cima, avistamos a ria de Vigo, que nos vai acompanhando e, à descida, passamos por Setefontes e atravessamos a vila de Arcade. Dizem que é o local onde se comem as melhores ostras da Galiza… mas eram 10h da manhã e pareceu-nos excessivo fazer a prova 🙂
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IMG_2114 copieChegamos à histórica Ponte de Sampaio, que cruza o Rio Verdugo. Quanta história num local tão pequeno. Esta ponte foi palco da maior derrota do exército de Napoleão na Galiza, às mãos do povo armado (1808). Dizem os ditos populares que a população local põe os nomes dos generais franceses aos seus cães. Aproveitamos para parar e descansar um pouco, num café logo à saída da ponte. Íamos já no Km 8.
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A partir daqui entramos numa outra fase da Etapa. Primeiro, passando pelas pequenas ruelas empedradas de Ponte Sampaio que continuam a contar-nos um pouco da História. Depois começamos a descer em direção ao rio Ulló, sempre por bosque e floresta. Alcançada a Capela de Santa Marta, em Bértola, significa que nos estamos a aproximar do destino… mas ainda falta um (bom) bocado!!

Fazemos alguns quilómetros em alcatrão, cruzamos a N550 (que nos acompanha e acompanhará até ao final do Caminho), até que um desvio nos leva em direção ao Rio Tomeza. Aí sim, o percurso é fantástico. Neste trilho, sempre pela sombra e junto ao rio, caminhamos entre o verde e o barulho das águas. Seis quilómetros de parque, pelas nossas contas!
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Começamo-nos a aproximar de Pontevedra. O parque entra pela cidade. Logo à entrada fica o albergue municipal, mas como decidimos ficar num pequeno estúdio perto do centro histórico, tivemos de percorrer, pelo menos, mais dois quilómetros… mas valeu a pena. Descansamos e logo saímos para conhecer Pontevedra. É verdade que, para nós, Pontevedra era apenas um ponto de passagem do Caminho (Português) para Santiago e, por isso, quer à chegada, quer à saída a nossa preocupação era encontrar as setas amarelas que nos indicariam o caminho. Contudo, o pouco que conhecemos permitiu-nos perceber que Pontevedra é uma cidade cheia de muito mais. Além da história, do património e da arquitetura, a que as localidades do Caminho nos vão habituando, Pontevedra tem movida. Tem a vida de rua, tem os fins de tarde e tem as noites movimentadas. As praças são sítios de convívio e encontro. Nas esplanadas dos cafés e dos bares, as pessoas sentam-se conversando (em tom alto) e gargalhando. Não interessa se são 17h00, 20h00 ou 23h00, o que interessa é o convívio. O café é acompanhado de pequenos pedaços de bolo, e a cerveja de batatas fritas, amendoins ou azeitonas. O que interesse é estar. Como diz o dito popular “Pontevedra dá de beber a quen pasa”, sinónimo da sua hospitalidade.
Visitamos o centro histórico de Pontevedra – Ruínas de São Domingos, Monumento aos Heróis de Ponte Sampaio, Praça de Espanha que nos conduz à  Basílica de Santa Maria a Maior, os Xardins de Vincenti, a Praça de Touros, a Praça de Ferrería onde se encontram o Convento de São Francisco e o Santuário da Peregrina, a Praça do Teucro. No fim, seduzidos pelo “canto da sereia” da noite pontevedrina, jantamos no Pintxo Viño, à boa moda espanhola.

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Assim terminou mais um Etapa. E com a proteção da Virgem Peregrina, o descanso foi de ouro.

 


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3 comentários Adicione o seu

  1. Filipa Gonçalves disse:

    Adorei Pontevedra. Achei que é a cidade mais bela da Galiza!

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    1. É verdade Filipa, também achamos isso!! Surpreendeu-nos.

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